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Grávida perde bebé a caminho do hospital. "Não é justo", diz Marcelo

Presidente da República defende que "é preciso fazer um esforço para evitar ruturas" nos hospitais.

Grávida perde bebé a caminho do hospital. "Não é justo", diz Marcelo
Notícias ao Minuto

13:21 - 29/07/22 por Tomásia Sousa

País Saúde

O Presidente da República afirmou, esta sexta-feira, que "não é justo" que as pessoas sofram por causa da maior pressão que se sente nesta altura nos hospitais, num comentário ao caso da grávida que perdeu o bebé a caminho do Hospital Distrital de Santarém (HDS), depois de percorrer mais de 100 quilómetros.

"Temos de fazer um esforço para evitar ruturas e para superar as ruturas porque o que está em causa são pessoas", afirmou, quando questionado pelos jornalistas sobre o caso.

"É um esforço de todos - naturalmente do Estado, do poder local, de outras instituições, dos próprios profissionais que já estão cansados. Porque não é justo que as pessoas venham a sofrer por causa de uma pressão maior e, ainda por cima, desigual, que prejudica mais uns do que outros:  e são sempre os mais pobres", sublinhou, em declarações no final da 5.ª edição do EurAfrican Fórum, em Carcavelos.

O Presidente da República reconheceu que esse é "um esforço difícil" e "contínuo" e que o sistema está "muito sobre pressão ainda por causa da pandemia" e dos serviços que foram afetados indiretamente por ela.

"Sei que é difícil o reajustamento, eu sei que há férias e que as pessoas têm direito às suas férias, eu sei que há questões por resolver importantes no futuro do Serviço Nacional de Saúde, a começar no decreto de lei do Governo que espero que venha rapidamente para promulgação", referiu.

Marcelo Rebelo de Sousa deixou ainda um recado ao Governo, repetindo que - "como disse há dois meses" - é preciso "que se trabalhe para resolver os problemas que estão pendentes e evitar outros porque a seguir a agosto ainda há setembro".

Temos de nos aplicar nas respostas a essas necessidades porque é isso que os portugueses esperam dos responsáveis a todos os níveis."

O Chefe de Estado sublinha que Portugal não é o único país onde o sistema de saúde enfrenta maior pressão nos meses de férias, mas insistiu que é necessário "antecipar respostas".

"Nós temos a noção que há hoje uma concentração enorme - e vai haver no mês de agosto - em certas áreas do continente português", lembrou, avisando que quando a pressão é maior, "a resposta tem de ser mais eficaz".

O Presidente da República falava aos jornalistas à margem do EurAfrican Forum 2022, que terminou hoje em Carcavelos, sem mencionar diretamente o caso da mulher que perdeu o bebé esta quarta-feira, na fase final da gravidez, antes de chegar ao hospital de Santarém.

A grávida ter-se-á dirigido àquela unidade pelos seus próprios meios, ao que tudo indica porque o hospital com serviço de urgência de ginecologia e obstetrícia mais próximo, o de Abrantes, estava a funcionar com constrangimentos devido à falta de médicos para completar as escalas.

Tanto o Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT, a que pertence o hospital de Abrantes) como a Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) já abriram processos para averiguar o que aconteceu.

[Notícia atualizada às 14h00]

Leia Também: Grávida terá ido ao hospital de Abrantes dois dias antes de perder o bebé

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