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Medicina de Urgência? Ordem recebeu "feedback positivo" do Governo

Criação da especialidade de Medicina de Urgência começa a ganhar forma. Mas bastonário da Ordem dos Médicos alerta: nova especialidade não vai resolver os problemas já existentes nos Serviços de Urgência.

Medicina de Urgência? Ordem recebeu "feedback positivo" do Governo

O bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, disse, esta quarta-feira, que recebeu um "feedback positivo" acerca da criação da especialidade de Medicina de Urgência, mas ressalvou que, a avançar, esta não irá resolver os atuais problemas existentes nos Serviços de Urgência do país. 

Em declarações aos jornalistas, depois de uma reunião no Ministério da Saúde, o bastonário disse que o projeto, que está a ser desenvolvido na Ordem dos Médicos, está "em fase final" e que era  "importante ter a opinião do Ministério da Saúde sobre uma nova especialidade". 

É uma especialidade que "já existe em vários países, penso que na Europa, só três ou quatro países, incluindo Portugal, é que não têm a especialidade de Medicina de Urgência", sublinhou.

Miguel Guimarães destacou que há pessoas "que são favoráveis e pessoas que não são favoráveis" à criação desta especialidade, "tal como aconteceu com a Medicina Intensiva há uns anos". O bastonário lembra que, na altura se gerou uma grande "polémica", mas a sua criação acabou por avançar e hoje a mesma "já não se coloca em causa".

Questionado sobre a importância da criação desta especialidade, Miguel Guimarães afirmou que se relaciona com "a qualidade" do que se faz "no serviço de urgência no dia-a-dia", tal como no INEM, através das VMER.

"Significa uma formação de base mais ampla, em termos daquilo que são os procedimentos que podem salvar vidas no Serviço de Urgência", disse, indicando que esta especialidade "não dispensa" outros especialistas, nomeadamente em Medicina Interna e Cirurgia Geral.

"Tivemos um feedback positivo [do Governo], sendo que a decisão vai ser da Assembleia de Representantes [da Ordem dos Médicos]", notou.

Contudo, o bastonário deixou um alerta: "A especialidade não resolve os problemas que temos neste momento nos Serviços de Urgência". Para Miguel Guimarães, a crise vivida nas Urgência depende de uma transformação, não só na população, no sentido de informar para que as pessoas percebam quando devem ou não procurar as Urgências, mas também em melhorar as condições de trabalho no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

"Enquanto não melhoramos as condições de trabalho no SNS, enquanto não tivermos uma intervenção no SNS, no sentido de o tornar mais atrativo, estas situações vão continuar a acontecer - o que de alguma forma acaba por tirar capacidade de resposta", disse, abordando as vagas por preencher num concurso para a contratação de recém-especialistas e de médicos que estejam fora do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

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