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Covid. "Tendência crescente" leva a recomendação de "reforço de medidas"

Relatório de Monitorização da Situação Epidemiológica aponta para o risco de novas variantes perante o crescimento da pandemia em Portugal.

Covid. "Tendência crescente" leva a recomendação de "reforço de medidas"

A Direção-Geral da Saúde e o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) avisam no relatório ‘Relatório de Monitorização da Situação Epidemiológica da Covid-19', desta sexta-feira, que a pandemia em Portugal "mantém uma incidência muito elevada, com tendência crescente".

O país registou 157.502 novos casos de Covid-19 na última semana, e o relatório conjunto da DGS e do INSA aponta que os casos podem estar a aumentar devido à "redução da adesão a medidas não farmacológicas, o período de festividades e o considerável aumento de circulação de variantes com maior potencial de transmissão".

Segundo os dados apresentados, o país registou, desde o dia 16 de maio, uma incidência cumulativa a 7 dias por 100.000 habitantes de 1.529 casos por 100.000 habitantes, "indicando uma incidência muito elevada, com tendência crescente.

No que diz respeito à transmissibilidade, o índice de transmissibilidade (Rt) também está a subir, à semelhança dos outros indicadores, e fixou-se em 1,23 a nível nacional - só na Região Autónoma da Madeira é que este índice não acompanha a tendência de subida.

Apesar do impacto na mortalidade se manter "reduzido", o relatório afirma que o impacto da Covid-19 nos internamentos "apresenta uma tendência crescente" e a mortalidade pode mesmo aumentar, "em especial nos grupos mais vulneráveis".

"Deve ser mantida a vigilância da situação epidemiológica da Covid-19, recomendando-se fortemente o reforço das medidas de proteção individual e a vacinação de reforço", acrescentam as autoridades, à semelhança do que já tem sido recomendado pelos especialistas.

Apesar da tendência crescente nos internamentos e do elevado número de casos, o relatório diz que "a razão entre o número de pessoas internadas e infetadas foi de 0,14, com tendência estável", e refere que "este valor é inferior aos observados em ondas anteriores, indicando uma menor gravidade da infeção do que a observada anteriormente".

No entanto, no que diz respeito unicamente à mortalidade por Covid-19, o documento avisa que o valor da mortalidade específica por Covid-19 está a crescer e é superior ao limiar definido pelo Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC), encontrando-se nos 32,5 óbitos em 14 dias por milhão de habitantes, que a DGS e o INSA consideram como "estável".

"A mortalidade por todas as causas encontra-se ainda dentro dos valores esperados para a época do ano, o que indica reduzido impacto da pandemia na mortalidade", notam os especialistas das duas entidades.

Também nos cuidados intensivos foi registada uma subida, de 42% em relação à semana anterior, mas a ocupação de camas destas unidades continua abaixo do valor crítico para as Unidades de Cuidados Intensivos de 255 camas, fixando-se em 32,9% desse valor.

Quanto à prevalência da linhagem BA.5 da variante Ómicron, que voltou a aumentar desde a semana passada, as autoridades estimam que esta seja dominante, com uma "frequência relativa estimada de 63,6% ao dia 15 de maio de 2022, em substituição da linhagem BA.2 (34,6% ao dia 15 de maio de 2022)". Segundo o relatório, esta nova linhagem pode atingir "uma frequência relativa de cerca de 80% ao dia 22 de maio de 2022".

Leia Também: Portugal registou 157.502 casos de Covid-19 numa semana

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