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Observatório pede propostas sérias para aumentar segurança da Polícia

Observatório de Segurança Interna defende que "a agressão de um elemento policial na via pública" não se pode tornar num "circo".

Observatório pede propostas sérias para aumentar segurança da Polícia
Notícias ao Minuto

07:49 - 06/01/22 por Notícias ao Minuto com Lusa

País PML

O Observatório de Segurança Interna (OSI) defende que "não podemos permitir que a agressão de um elemento policial na via pública se torne um circo", apelando aos partidos políticos que apresentem "propostas sérias que permitam aumentar a qualidade de vida e a segurança" dos elementos das forças de segurança.

A associação reagiu assim às imagens que correram as redes sociais, onde se via um agente da Polícia Municipal de Lisboa a ser agredido ao pontapé, tentando evitar o confronto e defender-se.

O vídeo foi gravado no Largo do Corpo Santo, na noite do passado dia 20 de dezembro, e o agressor acabou por ser detido.

O Observatório de Segurança Interna considerou "preocupante" que o agente "esteja sozinho, durante um serviço noturno" por razões de segurança "óbvias" e sem "qualquer equipamento de comunicação rádio que lhe permitisse, em urgência, pedir a assistência necessária".

Numa nota enviada à imprensa, o OSI classifica como preocupante também que um agente da Polícia Municipal "não disponha de meios menos letais para se defender, nomeadamente o tradicional gás pimenta".

"A ser verdade que o agente da PML não dispunha de tal equipamento, será de equacionar novos investimentos, de preferência úteis, e que visem aumentar e proporcionar segurança aos agentes em exercício da sua missão", refere a mesma nota.

Na opinião do Observatório é "ainda mais "avassalador" que durante o tempo em que esteve a ser agredido, o agente não fez uso da sua arma de fogo para fazer cessar a ameaça.

"Enquanto está a ser agredido e filmado, escolhe não agir por medo das consequências disciplinares, penais e sociais que daí advém. O agente prefere ser agredido, do que fazer uso das prerrogativas legais ao seu dispor para se defender", é sublinhado na nota.

O OSI alerta também que "quando um polícia, em consciência, escolhe não se defender, teremos obrigatoriamente que perceber que esta é uma mensagem clara da maior doença profissional que esta classe pode sofrer: a indiferença".

Da mesma forma, o OSI considera que o cidadão que filmou as agressões ao agente tem a obrigação legal de usar o telefone e ligar para o 112.

"Não podemos permitir que a agressão de um elemento policial na via pública se torne um circo, e seja motivo de chacota de um profissional, um agente de autoridade, um pai de família, que está ao serviço do cidadão, de noite, sozinho, sem condições de segurança com o total desprezo hierárquico da sua própria instituição", salienta o OSI.

Por isso, o OSI pede aos partidos políticos que dediquem parte dos seus programas eleitorais à segurança interna e à justiça, e que apresentem propostas sérias que permitam aumentar a qualidade de vida e a segurança dos elementos das forças e serviços de segurança.

"Se a questão das 'bodycams' foi um passo muito importante, é apenas um passo, num caminho que se faz cada vez mais longo", conclui o OSI.

Na quarta-feira, o Comando Metropolitano da PSP de Lisboa informou que um homem que agrediu um agente da Polícia Municipal de Lisboa foi detido na própria data da ocorrência.

Segundo as autoridades, o detido apresenta "um vasto historial de participação em crimes lesivos ao património, à integridade física e ainda contra as forças de autoridade".

Leia Também: Polícia Municipal agredido em Lisboa. Atacante tem "vasto historial"

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