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"É totalmente falso". Cervejaria acusada de espancar ex-empregado trans

"Um trabalhador trans e migrante, Bruno, foi dispensado sem justificativa e sem o pagamento devido quando saiu do armário neste restaurante", pode ler-se numa das denúncias feitas nas redes sociais. Dote já reagiu, conta a sua versão dos factos e nega as acusações.

"É totalmente falso". Cervejaria acusada de espancar ex-empregado trans

Nas redes sociais multiplicaram-se, nos últimos dias, mensagens que davam conta de que na Cervejaria Dote, na Alameda, em Lisboa, um trabalhador tinha sido "espancado" depois de ter sido revelado que "era um homem trans". O restaurante, pela mesma via, publicou um esclarecimento. 

"Esta cervejaria na Alameda espancou brutalmente hoje um dos seus empregados e rasgaram-lhe a roupa após perceberem que era um homem trans. Também se recusaram a pagar o tempo que lá trabalhou. Está feita queixa nas autoridades. Não metam lá os pés, por boicote mas também por vossa segurança", pode ler-se numa das mensagens de denúncia, onde é ainda possível ver uma fotografia da alegada vítima com um olho negro. 

Outro dos posts onde a questão é endereçada fala em "agressão a um trabalhador trans" no referido restaurante: "Um trabalhador trans e migrante, Bruno, foi dispensado sem justificativa e sem o pagamento devido quando saiu do armário neste restaurante, na Avenida da República! Hoje, quando voltou ao restaurante para pedir o seu salário em falta, foi agredido fisicamente e expulso!", é afirmado. 

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Notícias ao Minuto Duas das denúncias colocadas nas redes sociais© Reprodução

Em sua defesa, a Cervejaria Dote publicou um longo comunicado no Instagram. Garantindo que "é um espaço que preza a tolerância e a diversidade" e que não discrimina em função de "etnia, credo, religião, orientação sexual ou identidade de género", o estabelecimento garante que a "situação reportada nas redes sociais por um ex-funcionário (ou por pessoas que lhe são próximas), foi totalmente deturpada e em quase nada corresponde à realidade dos factos". 

"Este ex-colaborador foi dispensado há cerca de duas semanas, após um período experimental de um mês, por falta de competência e profissionalismo, nomeadamente, por um conjunto de atitudes menos próprias com clientes e colegas de equipa, para as quais já tinha sido chamado a atenção", acrescenta a Cervejaria, apontando ainda que "não houve nenhuma razão além das enunciadas, muito menos qualquer questão de identidade de género, até porque só depois de se informado da decisão do Dote, o ex-funcionário em questão achou relevante revelar que é transgénero". 

E continuam: "É, portanto, totalmente falso que tenha sido agredido quando comunicou que era transgénero - ou em qualquer outra altura, como está a ser difundido nas redes sociais sem que o próprio o desminta, como era sua obrigação". Contactado pelo Dote, refere ainda o restaurante, o ex-funcionário terá dito que não é "responsável pelo que os outros dizem". 

De acordo com a versão da empresa, no passado dia 2 - "mais de uma semana após ter sido dispensado" -, o ex-funcionário se deslocou a outro restaurante do grupo "para alegadamente receber um pagamento a que tinha, efetivamente, direito". Terá recusado mostrar o certificado digital e, "depois de ser abordado com educação por outros colaboradores do Dote, a quem se dirigiu de forma agressiva e visivelmente alterada, continuou a recusar aguardar fora do restaurante". 

"Dois dos nossos funcionários agarraram o indivíduo e tentaram levá-lo para o exterior" e, "aos gritos", o ex-colaborador "atirou-se para o chão e continuou a perturbar e assustar os clientes, até que, finalmente, com a ajuda de outros dois colaboradores, foi levado para o átrio". "Em nenhum momento foi agredido por alguém da equipa do Dote. Agarrado, sim. Pontapeado ou esmurrado, jamais", sublinha. 

O Dote assinala, na mesma mensagem, que "existem filmagens inequívocas que vão ser entregues às autoridades e que comprovam a inveracidade da história divulgada por este ex-colaborador". O restaurante frisa também que "pagou tudo o que devia, nessa mesma tarde, ao ex-colaborador". 

"Agiremos judicialmente contra quem insistir em difamar o bom nome do Dote, colocando em causa centenas de colaboradores e respetivas famílias que trabalham nos vários restaurantes do nosso grupo", termina a Cervejaria. 

O Notícias ao Minuto contactou a Polícia de Segurança Pública (PSP) para saber se foi feita alguma queixa relacionada com este caso, mas tal não foi possível apurar.

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