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Costa aceitou pedido de demissão de Eduardo Cabrita

António Costa "agradece" a Eduardo Cabrita os seis anos de colaboração. "É um ciclo que termina", disse o primeiro-ministro, que anunciará nos próximos dias quem será ministro da Administração Interna até ao dia 30 de janeiro.

Costa aceitou pedido de demissão de Eduardo Cabrita

"Eduardo Cabrita solicitou hoje a sua exoneração das funções de ministro da Administração Interna e eu aceitei o seu pedido (...)", declarou hoje o primeiro-ministro António Costa, escassos minutos após o anúncio de demissão do ministro.

O chefe do Executivo diz que já teve oportunidade de o comunicar ao Presidente da República e que "oportunamente" designará uma personalidade para substituir Eduardo Cabrita.

Agradecendo a Cabrita "os seis anos de colaboração - enquanto ministro adjunto e ministro da Administração Interna -, Costa enfatizou os "resultados e os ganhos em termos de segurança que o país teve ao longo dos últimos quatro anos, expressos em especial fruto do trabalho das forças de segurança na redução dos índices de criminalidade".

E, também, "graças ao esforço de todos os cidadãos e da Proteção Civil, na diminuição do número de incêndios e, sobretudo, a significativa redução da aérea ardida", destacou António Costa, como já havia feito Cabrita na declaração em que anunciou a demissão. 

"É um ciclo que termina, e por isso, a partir daqui, irei indicar ao PR, nos próximos dias, uma personalidade que possa exercer as funções de ministro da Administração Interna neste período em que o Governo estará em funções" até às próximas eleições. 

Em resposta aos jornalistas, o primeiro-ministro defendeu que o que determinou a demissão agora de Eduardo Cabrita "foi o ter aguardado ao longo destes meses o tempo da justiça". "E tendo havido hoje a conclusão de uma fase importante - a fase em que se conclui o inquérito - " o ministro "entendeu dever cessar as suas funções". "Acho que agora a justiça seguirá o seu caminho, apurando aquilo que houver a apurar", defendeu. 

O líder do Executivo socialista afirmou também que, estando a decorrer um inquérito sobre a responsabilidade num acidente de automóvel, "não deveria tomar nenhuma iniciativa que perturbasse o normal decorrer das funções nem significasse a antecipação, recusa ou responsabilidade". 

Questionado pelos jornalistas, Costa esclareceu que foi Eduardo Cabrita quem tomou a iniciativa de pedir a demissão. "Foi Eduardo Cabrita que hoje me solicitou o pedido de exoneração", disse, detalhando que o ministro lhe mandara uma mensagem, a meio tarde, a dar conta da decisão que tomaria assim que chegasse ao ministério, em Lisboa. 

O motorista do carro onde seguia o ministro da Administração Interna e que atropelou mortalmente um trabalhador na A6 foi acusado de homicídio por negligência, segundo despacho de acusação do Ministério Público hoje divulgado.

"O Ministério Público deduziu acusação, requerendo o julgamento por tribunal singular, contra um arguido, o condutor do veículo automóvel interveniente num acidente de viação ocorrido na A6, no dia 18 de junho de 2021, imputando-lhe a prática, em concurso, de um crime de homicídio por negligência e de duas contraordenações", refere uma nota publicada no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Évora.

Leia Também: Ministro Eduardo Cabrita demite-se do Governo

[Notícia em atualização]

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