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Cerca de 30 famílias de Vila Franca de Xira em risco de serem despejadas

Cerca de 30 famílias do concelho de Vila Franca de Xira correm o risco de despejo, depois de o senhorio ter comunicado aumentos de renda em mais do dobro, disse hoje à agência Lusa a comissão de utentes.

Cerca de 30 famílias de Vila Franca de Xira em risco de serem despejadas

As famílias em causa residem em seis prédios na localidade da Castanheira do Ribatejo, no distrito de Lisboa.

Em declarações à Lusa, o presidente da comissão de utentes da Castanheira do Ribatejo, Pedro Gago, que está a acompanhar a situação dos moradores, explicou que se trata de pessoas "com baixos rendimentos", existindo casos de pessoas grávidas e com deficiência.

"Temos o caso de uma senhora que tem quatro filhos menores, um deles com deficiência. Além do risco de ser despejada, corre o risco que lhe retirem os filhos", alertou Pedro Gago.

Segundo explicou o responsável da comissão de utentes da Castanheira do Ribatejo, as famílias foram confrontadas com cartas do novo senhorio a comunicar aumentos de rendas superiores a 100%.

"As pessoas estão desesperadas e nós estamos empenhados em tentar ajudar, nem que seja a encontrar uma alternativa habitacional", apontou.

Um dos casos mais dramáticos, também exemplificado pelo presidente da comissão de utentes, é o de Carina Soares, que tem quatro filhos, um deles um bebé com trissomia 21.

"Inicialmente recebemos uma carta a comunicar a cessação do contrato. Mais tarde, fomos contactados com uma proposta de renda de 680 euros. O meu marido é o único a receber salário e as terapias do Kiko (bebé) são mais de 500 euros. Portanto, para nós é incomportável", explicou.

Atualmente, Carina Soares, que já endereçou pedidos de ajuda à Segurança Social e à Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, paga uma renda mensal de 300 euros.

O contrato de arrendamento desta moradora termina em janeiro do próximo ano.

"Acho que todos os moradores se devem juntar e protestar contra esta situação. O problema é que a maioria já perdeu a esperança e desistiu", lamentou.

Contactada pela Lusa, a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira remeteu uma eventual resposta para mais tarde.

A Lusa contactou também o Instituto de Segurança Social, mas não obteve resposta.

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