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Medina quer afirmar junto dos lisboetas "projeto com provas dadas"

O cabeça de lista da coligação PS/Livre à Câmara de Lisboa, Fernando Medina, esteve hoje a percorrer o centro histórico para afirmar junto dos lisboetas um "projeto autónomo com provas dadas" e que conta com uma equipa renovada.

Medina quer afirmar junto dos lisboetas "projeto com provas dadas"

Fernando Medina iniciou hoje a campanha oficial para as próximas eleições autárquicas com uma arruada que começou no Mercado de Sapadores e terminou em Alfama.

O candidato, que é o atual presidente da Câmara de Lisboa, chegou cerca das 10:30 num autocarro aberto com alguns jovens socialistas que envergavam bandeiras e gritavam palavras de apoio durante o périplo.

Pelo caminho, acompanhado de alguns autarcas e deputados municipais, distribuiu rosas e pediu apoio nas eleições autárquicas de 26 de setembro aos comerciantes e populares com quem se cruzou. Umas vezes recebeu palavras carinhosas de volta, outras foram as críticas e os pedidos de ajuda que prevaleceram.

Foi o caso de uma munícipe de 73 anos que se dirigiu a Medina relatando que o seu senhorio está a pressioná-la para sair da casa onde vive desde sempre.

"Puseram toda a gente na rua. Deram um ano de renda e puseram as pessoas a procurar casas. Querem que eu faça isso, mas eu nasci ali. Casada há 52 anos, o meu marido morreu há 14 e agora querem pôr-me na rua. Não me arranjam casa porque eu não quero aceitar 5.000 euros de indemnização. Eu não aceito, quero uma casa, não quero dinheiro", afirmou, visivelmente emocionada.

Em resposta, o candidato socialista aconselhou a munícipe a pedir apoio jurídico.

Aos jornalistas, Medina salientou que, apesar da atual lei limitar os despejos, "continua a haver pressão, muitas vezes com uma indemnização pequena, para [a pessoa] sair da sua casa".

"Nós o que temos é apoio jurídico quer na Câmara, quer nas juntas de freguesia, para apoiar as pessoas [nessas situações]", acrescentou.

Também um automobilista gritou de dentro do carro: "Ele devia era falar dos moradores da Graça. Correu com eles todos".

Questionado sobre se está preocupado com o facto de o PCP ter afastado coligações pós-eleitorais em Lisboa, o cabeça de lista da coligação PS/Livre desvalorizou.

"O que me preocupa neste momento é falar com os lisboetas, sinalizar-lhes a importância do voto no dia 26 e mostrar-lhes o nosso projeto, a equipa, uma equipa e um projeto com provas dadas na cidade", afirmou.

"Cada um tem que assumir as suas responsabilidades antes e depois das eleições. A minha é clara, é afirmar um projeto autónomo com provas dadas, com pessoas conhecidas, com trabalho reconhecido na cidade, com uma visão muito clara sobre o que queremos para o futuro", sublinhou Fernando Medina.

No final da arruada, em Alfama, o candidato confessou que tinha saudades de andar na rua e que "foi muito bom falar com as pessoas, olhos nos olhos".

Sobre as críticas recebidas, referiu que "são normais". "Vamos ouvindo-as e pondo-as no local que elas merecem", disse.

Fernando Medina apelou ainda ao voto no dia 26 de setembro, argumentando que "nenhuma sondagem ganha eleições".

"Os únicos votos que contam são os votos que estão na urna no dia 26. Por isso eu queria fazer um apelo muito grande para as pessoas irem votar", sublinhou.

Além de Fernando Medina, concorrem à Câmara de Lisboa Carlos Moedas (coligação PSD/CDS-PP/PPM/MPT/Aliança), Beatriz Gomes Dias (BE), Bruno Horta Soares (IL), João Ferreira (PCP), Nuno Graciano (Chega), Manuela Gonzaga (PAN), Tiago Matos Gomes (Volt), João Patrocínio (Ergue-te), Bruno Fialho (PDR), Sofia Afonso Ferreira (Nós, Cidadãos!) e Ossanda Líber (movimento Somos Todos Lisboa).

Leia Também: Medina destaca perda de "um homem de visão" que esteve "sempre presente"

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