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Beatriz Gomes Dias propõe 10 mil casas de renda acessível em Lisboa

A candidata do BE à Câmara de Lisboa nas autárquicas de setembro, Beatriz Gomes Dias, apresentou hoje um plano para a disponibilização de 10 mil casas de renda acessível na cidade e para tornar gratuitos os transportes públicos.

Beatriz Gomes Dias propõe 10 mil casas de renda acessível em Lisboa

fundamental criar um programa de renda acessível que garanta casas para as pessoas, casas a preços que as pessoas possam pagar, mas também que possa regular o mercado de arrendamento. E para isso é necessário disponibilizar um grande número de casas", afirmou a também deputada do Bloco de Esquerda, na apresentação do seu programa de candidatura, em Lisboa.

Beatriz Gomes Dias disse que o atual programa de renda acessível da Câmara Municipal de Lisboa (CML), do presidente e recandidato ao cargo, o socialista Fernando Medina, "tem insistido" nas parcerias público-privadas (PPP) e que "esse pilar privado não tem resultado", já que as únicas casas que foram atribuídas "resultaram do pilar público" e "da pressão do Bloco de Esquerda", que fez um acordo de governação em Lisboa com o PS e tem um vereador no executivo municipal.

"E é esse o caminho que deve ser seguido, é fundamental que o programa de renda acessível seja 100% público, que garanta 10 mil casas nos próximos quatro anos. É assim que nós vamos poder recuperar parte da população de Lisboa que foi sendo centrifugada da cidade (...) pelo aumento desproporcional do preço do arrendamento", afirmou.

Segundo a proposta que hoje apresentou, estas 10 mil casas resultariam, entre outras iniciativas, de projetos de construção da própria CML, da recuperação de património da câmara e do Estado, de destinar 25% a este objetivo de "grandes licenciamentos privados" e do "resgate de casas perdidas para o Alojamento Local", neste caso, impondo um teto máximo de 15 mil alojamentos locais na cidade (atualmente há mais de 19 mil, segundo a candidatura do BE). O financiamento seria feito com verbas europeias, do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), e com recursos próprios da câmara.

Outra das propostas de Beatriz Gomes Dias é um plano em três fases para tornar os transportes públicos gratuitos na cidade, começando pelos desempregados e as carreiras de bairro, em 2021, os menores de 18 anos, os maiores de 65 e os estudantes do ensino superior em 2022 e o resto da população numa fase seguinte.

"É uma medida de justiça social, mas também de resposta à emergência climática", afirmou.

A Câmara de Lisboa é atualmente composta por oito eleitos pelo PS (incluindo dos Cidadãos por Lisboa e do Lisboa é Muita Gente), um do BE (que tem um acordo de governação do concelho com os socialistas), quatro do CDS-PP, dois do PSD e dois da CDU.

Na corrida à presidência da autarquia foram até agora anunciadas as candidaturas de Fernando Medina (coligação PS/Livre), Carlos Moedas (coligação PSD/CDS-PP/PPM/MPT/Aliança), João Ferreira (CDU), Bruno Horta Soares (IL), Nuno Graciano (Chega), Beatriz Gomes Dias (BE), Manuela Gonzaga (PAN), Tiago Matos Gomes (Volt) e João Patrocínio (Ergue-te).

As eleições autárquicas realizam-se em 26 de setembro.

Leia Também: Dos "insultos" de Moedas à "queda" de Medina. O que pensam os candidatos?

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