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PJ. Suspeitas de corrupção na Câmara de Loures levam a 12 detenções

A operação decorreu durante esta manhã. Foram detidas 12 pessoas e realizadas mais de 50 buscas.

PJ. Suspeitas de corrupção na Câmara de Loures levam a 12 detenções

A Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária está a levar a cabo, nesta manhã desta quarta-feira, uma operação de larga escala na Câmara Municipal de Loures, avançou a TVI. 

Entretanto, em comunicado, a força policial esclareceu que a operação, intitulada, 'Embargo Final', já terminou que decorreu no âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público, do DIAP de Loures. 

No total, foram detidos 12 pessoas, com idades compreendidas entre os 44 e os 64 anos, por suspeitas da prática de crimes de corrupção passiva e de corrupção ativa.

"Na investigação em curso foram já recolhidos importantes elementos de prova que indiciam fortemente a existência de contrapartidas monetárias, para o não exercício das funções profissionais que lhes estavam atribuídas", pode ler-se na referida nota. 

A Polícia Judiciária detalha ainda que foram realizadas 18 buscas domiciliárias e 32 buscas não domiciliárias, nas quais participaram 84 efetivos da autoridade. 

Segundo a TVI, em causa, estarão subornos de empresários da construção civil  a funcionários da Câmara responsáveis pela vistoria e licenciamento de obras. 

Autarca manifesta "total apoio" a investigação 

Umas horas depois do anuncio dos resultados da operação da Polícia Judiciária, o presidente da Câmara de Loures, Bernardino Soares, manifestou, em declarações à agência Lusa, "total apoio" às investigações levadas a cabo pela força policial no município, afirmando que se houver atos de corrupção os responsáveis devem ser "devidamente responsabilizados".

"Pela nossa parte estamos a dar todo o apoio necessário e também nos regozijamos com esta ação. Nós estamos muito empenhados no combate à corrupção, e se há elementos nesse sentido devem ser averiguados e as pessoas devem ser devidamente responsabilizadas", afirmou.

Bernardino Soares adiantou ainda que o próprio município já tinha "há uns meses" enviado documentos para o Ministério Público a dar conta de eventuais irregularidades na fiscalização municipal.

Momentos após estas declarações, a Câmara Municipal emitiu um comunicado em que confirma as palavras do autarca, assegurando o município que está a prestar às autoridades "toda a colaboração requerida para a sua atuação, incluindo apoio logístico". 

Leia Também: Bernardino Soares manifesta "total apoio" às buscas da PJ em Loures

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