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"Focado" no jogo da Seleção, Marcelo não comenta "equívoco" com Costa

Em solo húngaro, e à espera da hora do jogo da Seleção, o Presidente da República rejeitou comentar "outros temas", tais como o "mal entendido" com o primeiro-ministro relativamente ao processo de desconfinamento.

"Focado" no jogo da Seleção, Marcelo não comenta "equívoco" com Costa

O Presidente da República não quis comentar, ao início da tarde desta terça-feira, o que António Costa considerou tratar-se de um "mal entendido", a ideia de que desautorizou o Presidente da República relativamente ao processo de desconfinamento. 

Perante as questões dos jornalistas, na Hungria, Marcelo atirou: "Hoje é dia de futebol. Não vou falar agora de outros temas porque é desconcentrar o fundamental. Temos de estar focados. Estamos todos focados, o senhor primeiro-ministro, o presidente da Assembleia da República, eu próprio, o presidente Fernando Gomes, os portugueses todos. Faltam três horas e meia [para o jogo]. Temos de estar focados e otimistas". 

"Estou focado num objetivo nacional" e "não posso estar agora a desviar (...) Vamos focar nesse objetivo", disse, perante a insistência dos jornalistas. 

Na segunda-feira à noite, em Budapeste, o chefe de Estado foi confrontado pelos jornalistas com afirmações proferidas nessa tarde pelo primeiro-ministro, em Bruxelas, segundo as quais ninguém, nem o Presidente da República, podia garantir que não se volta atrás no processo de desconfinamento.

Interrogado sobre se foi desautorizado por António Costa, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu: "Por definição, o Presidente nunca é desautorizado pelo primeiro-ministro. Quem nomeia o primeiro-ministro é o Presidente, não é o primeiro-ministro que nomeia o Presidente", salientou.

Na sequência destes episódios, perante os jornalistas, já esta terça-feira, António Costa procurou assegurar que "nunca" lhe "passou pela cabeça desautorizar o senhor Presidente da República", havendo, na sua perspetiva "um equívoco entre as perguntas que foram feitas e as respostas que foram dadas".

"Na segunda-feira, tive a oportunidade de dizer que 100% dos portugueses desejam seguramente aquilo que o senhor Presidente da República deseja, ou seja, que ninguém dê um passo atrás" no processo de desconfinamento, justificou o primeiro-ministro.

Interrogado se há um mal entendido entre o primeiro-ministro e o chefe de Estado sobre o processo de desconfinamento do país, o líder do executivo respondeu: "Só pode haver".

"Como disse o senhor Presidente da República - e bem -, por natureza, o primeiro-ministro não desautoriza presidentes da República. Não é o António Costa e o Marcelo Rebelo de Sousa. É uma questão institucional: O primeiro-ministro é primeiro-ministro, o Presidente da República é Presidente da República. Não há possibilidade de desautorização", insistiu.

Para António Costa, "entre intriga, confusão, mal entendimento, há seguramente alguma coisa, mas não há seguramente nenhum conflito" institucional.

"Nem sempre primeiro-ministro e Presidente da República pensam o mesmo. Mas nunca houve qualquer ação desarticulada entre primeiro-ministro e Presidente da República, sobretudo no que diz respeito ao combate à pandemia da covid-19. Portanto, não vale a pena andarem a criar romances", sugeriu António Costa.

O primeiro-ministro disse depois que os romances "devem ser deixados para a ficção".

"A realidade já é suficientemente densa para nos poder ocupar", acrescentou.

Leia Também: Rio diz não querer "interferir" na polémica entre Costa e Marcelo

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