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"Vamos ser dos países mais atingidos pelas alterações climáticas"

Membro do Conselho Nacional do Ambiente defende que o Litoral "é um bom exemplo do desordenamento que nós criamos".

"Vamos ser dos países mais atingidos pelas alterações climáticas"
Notícias ao Minuto

23:59 - 14/06/21 por Notícias ao Minuto 

País Luísa Schmidt

O Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável faz 50 anos esta semana. Para assinalar a data, Miguel Sousa Tavares entrevistou, esta segunda-feira, no seu programa semanal da TVI24, a socióloga e professora Luísa Schmidt, que é também membro do organismo aniversariante.

A investigadora começou por salientar que, passados 50 anos da formação do Conselho Nacional do Ambiente, "há coisas piores e há coisas melhores".

Entre as coisas que pioraram nas últimas cinco décadas Luísa Schmidt apontou as alterações climáticas e as "ameaças" que estas irão trazer ao mundo.

Algo que, segundo a docente do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, é ainda mais complicado em Portugal devido ao ordenamento do território.

"O impacto das alterações climáticas é tanto maior quanto o problema que nós criamos, por exemplo, nos subúrbios, sem nenhum cuidado em termos construtivos, com uma floresta desordenada, que nos causa incêndios e a questão do Litoral e da maneira como se construiu sobre a zona costeira", defendeu, acrescentando que, por causa deste "desordenamento" Portugal será dos países que mais irá sofrer com as alterações climáticas

"Aliás, o Litoral é um exemplo bom para percebermos as implicações das alterações climáticas e como estamos piores desse ponto de vista. Construiu-se, fez-se o que vemos, não se deixou de fazer, apesar de todos os avisos, apesar de se saber que os maiores impactos que as alterações climáticas vão trazer é a subida do nível do mar e as tempestades marítimas. Por causa disto, vamos ser dos países mais atingidos", explicou a investigadora, realçando o facto que são as gerações futuras que vão pagar a fatura do que estamos a desvalorizar neste momento.

"O Litoral é um bom exemplo de que o desordenamento que nós criamos acaba por nos sair mais caro em termos das obras que temos de fazer para manter algumas das coisas e também é importante percebermos que estamos muito longe de fazer políticas sérias de recuo, de renaturação e isso vai fazer com que as gerações futuras paguem por todos esses problemas", acrescentou Luísa Schmidt.

Leia Também: Prevenção da pandemia, clima e diplomacia marcaram cimeira do G7

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