Meteorologia

  • 25 SETEMBRO 2021
Tempo
22º
MIN 16º MÁX 23º

Edição

"Aplaudir Sofia Arruda. Não são as vítimas que têm de se justificar"

O autarca de Lisboa falou sobre o caso de assédio de que a atriz foi alvo. A própria contou a situação no programa 'Alta Definição', da SIC.

"Aplaudir Sofia Arruda. Não são as vítimas que têm de se justificar"

Fernando Medina versou, no seu habitual espaço de comentário na TVI24, sobre o caso de assédio de que Sofia Arruda foi alvo. O presidente da Câmara de Lisboa partilhou, posteriormente, no Twitter as suas considerações sobre o tema: "Devemos aplaudir a coragem da Sofia Arruda. Não são as vítimas que têm de se justificar. Proteger os agressores pedindo satisfações às vítimas é uma expressão de atraso de uma sociedade que precisa de evoluir."

O autarca escreveu ainda, na mesma rede social, que "devemos comportarmo-nos coletivamente por forma a que mais mulheres sintam condições para denunciar publicamente os abusos de que são alvo".

No espaço de comentário no canal de Queluz, Medina apontou ainda que "temos tido uma complacência cultural excessiva para com este tipo de casos e este tipo de comportamentos". "Isso é prova de algum atraso que nós temos em relação a esta matéria". 

Na opinião do autarca, Sofia Arruda "não tem de dizer o nome [do agressor], não tinha de ter falado antes e, verdadeiramente, não teve culpa de nada, passando-se a história como ela o descreve"

"Ela não tem de assumir o papel de mártir da sociedade. Ela tem de falar no seu tempo, no seu modo, da forma como assim o entender. Há-de chegar um dia em que os nomes aparecerão, em que a força será maior", acrescentou. 

De recordar que a atriz esteve afastada da televisão durante dois anos, explicando, no programa 'Alta Definição', da SIC, que, "no seu caso específico foi uma situação muito delicada"

"Eu sabia porque é que não estava a ser escolhida… Nunca falei disto. Foi uma aproximação menos profissional por parte de uma pessoa com muito poder dentro de uma estação de televisão, de uma produtora, que queria uma atenção que não era profissional da minha parte. Tentou que houvesse ali mais alguma coisa. No início não percebi o que é que se estava a passar, achei que era uma questão profissional porque a primeira abordagem foi essa, vamos almoçar e falar do projeto. Esse almoço nunca chegou a acontecer, e ainda bem, porque claramente não era essa a intenção, falar do projeto", contou.

"Quando comecei a ficar mais desconfortável com a situação tive de pegar no telefone e disse que se fosse uma reunião ou um almoço de trabalho a minha agente iria comigo. Se não fosse essa intenção então não haveria qualquer almoço ou jantar. Essa pessoa disse 'ok' e desligou o telefone. Depois, mais tarde, durante as gravações, estava na maquilhagem e a pessoa chegou, agarrou-me no braço e perguntou-me ao ouvido se era a minha última decisão. Eu disse que sim e ele respondeu-me que nunca mais ia trabalhar ali", continuou.

"A maquilhadora teve de me maquilhar o braço porque fiquei com os dedos marcados. Assim que o projeto acabou, o meu nome era proposto e… estive cinco ou sete anos sem trabalhar naquela estação", relatou ainda Sofia Arruda. 

Leia Também: "Respeito por quem denuncia assédio num ambiente dominado por barões"

Recomendados para si

Seja sempre o primeiro a saber.
Quinto ano consecutivo Escolha do Consumidor para Imprensa Online.
Descarregue a nossa App gratuita.

Apple Store Download Google Play Download

Campo obrigatório