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"Nada surpreendido" com subida de infetados, Mexia pede reforço de meios

O médico de Saúde Pública Ricardo Mexia defende ainda que a comunicação sobre a Covid-19 deve ser melhorada.

"Nada surpreendido" com subida de infetados, Mexia pede reforço de meios

O presidente da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública diz não estar surpreendido com o agravamento da pandemia em Portugal e sublinha ter dificuldade em perceber "como pode alguém considerar" que a situação está controlada. 

"Nada surpreendido... E face ao que (não) fizemos, ainda menos surpreendido", afirmou em declarações ao Notícias ao Minuto esta quarta-feira, dia em que o Governo anunciou que convocou um Conselho de Ministros extraordinário para sábado com o objetivo de definir "ações imediatas" face à evolução da pandemia

Perante a subida do número de infeções (os especialistas antecipam, por exemplo, que o Norte poderá chegar a ter 7 mil casos por dia na próxima semana), o médico de Saúde Pública defende que deve haver um "reforço dos meios no terreno, designadamente no que diz respeito à vigilância epidemiológica".

Paralelamente, considera importante "melhorar a comunicação". "Enquanto Presidente da ANMSP, não tenho nada a dizer sobre a estratégia política do Governo. Em relação à parte técnica, [as habituais conferências] não são o meio para chegar às pessoas", aponta, sugerindo que se deve antes apostas nas redes sociais, programas de televisão em 'prime time', na imprensa escrita e rádios. 

Antes de se decidir medidas como o recolhimento obrigatório, defende, "primeiro temos de perceber onde é que às pessoas se estão a infetar". "E se de facto esse é o contexto, comunicar isso mesmo", por exemplo através dos semáforos, ideia que o Governo tem rejeitado por considerar que pode estigmatizar regiões. 

Ricardo Mexia adverte que a "comunicação de risco é muito importante", assinalando que a "comunicação de saúde não é assessoria de imprensa". 

No passado dia 14, Portugal elevou o nível de alerta face à pandemia de Covid-19, passando da situação de contingência para situação de calamidade em todo o território nacional. A decisão foi então anunciada pelo primeiro-ministro, António Costa, no final de uma reunião do Conselho de Ministros, justificando a elevação de nível de alerta face à "grave" evolução dada epidemia em Portugal.

Na semana passada, o Governo decidiu tomar medidas específicas para três concelhos a Norte do país (Felgueiras, Paços de Ferreira e Lousada) e proibir a circulação entre concelhos em todo o território entre o dia 30 e o dia 3 de novembro

pandemia de Covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e mais de 43,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo. Em Portugal, morreram 2.371 pessoas dos 124.432 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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