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Parlamento aprova pesar pela morte de fundador do PS João Gomes

A Assembleia da República aprovou hoje, por unanimidade, um voto de pesar apresentado pelo PS pela morte do antigo deputado e fundador do Partido Socialista João Gomes.

Parlamento aprova pesar pela morte de fundador do PS João Gomes
Notícias ao Minuto

12:54 - 02/04/20 por Lusa

País João Gomes

"A Assembleia da República, reunida em sessão plenária, manifesta o seu pesar pelo falecimento de João Gomes, presta homenagem ao cidadão exemplar, deputado constituinte e antigo parlamentar e apresenta sentidas condolências aos seus familiares e aos seus amigos", refere o texto.

João Gomes faleceu aos 85 anos no passado dia 24 de março, em Lisboa, depois de hospitalizado com doença crónica.

Nascido em Lisboa em 1934, foi um dos fundadores do Partido Socialista, foi deputado à Assembleia Constituinte, em 1975, e deputado à Assembleia da República, pelo círculo de Lisboa, nas legislaturas seguintes, até 1985. Integrou, ainda, o II Governo Constitucional de Mário Soares, enquanto Secretário de Estado da Comunicação Social.

De acordo com o voto do PS, João Gomes foi "o primeiro jornalista português a obter uma licenciatura em jornalismo na prestigiada Escola Superior de Jornalismo de Lille, França, em 1966".

Exerceu as funções de Diretor do "Diário de Notícias" e do "Portugal Hoje", tendo ainda participado na revista "Flama", no jornal "República", na "Luta", no "Diário de Lisboa" e no "Correio do Minho". Integrou os corpos gerentes do Sindicato Nacional dos Jornalistas no final dos anos 60, "numa lista afeta à oposição democrática, defensora da liberdade de informação e contrária ao regime de censura".

"Militante desde muito jovem da Ação Católica, foi presidente diocesano da Juventude Operária Católica de Lisboa e, mais tarde, presidente ao nível nacional da estrutura. João Gomes participou na Revolta da Sé, em 1959, ato que o levou a estar preso, nas cadeias de Aljube e Caxias. Mais tarde, foi julgado e absolvido pelo Tribunal Militar de Santa Clara", recordam os socialistas.

Voltou a ser preso pela PIDE a propósito da constituição da PRAGMA - Cooperativa de Difusão Cultural e Ação Comunitária, SCRC. De 1972 a 1974 foi presidente da Liga Operária Católica (LOC), organismo que representou na Junta Central da Ação Católica Portuguesa.

Já em democracia, fundou e dirigiu até à sua extinção a revista "Actos - Cristãos na Sociedade Nova". Mais tarde, em 1996, foi um dos fundadores do Fórum Abel Varzim - Desenvolvimento e Solidariedade.

Foi provedor da Santa Casa da Misericórdia, entre 1983 e 1986 e presidente da Caixa de Previdência do Pessoal das Companhias Reunidas Gás e Eletricidade (EDP), entre 1986 e 2000.

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