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DGS pede contenção nos afetos. "Não é preciso beijarmos todos os dias"

A Direção-Geral da Saúde assegurou, ao início da tarde desta sexta-feira, que ainda não há casos confirmados do coronavírus em Portugal. Graça Freitas apelou à tranquilidade, mas deixou recomendações, nomeadamente no que diz respeito aos afetos.

DGS pede contenção nos afetos. "Não é preciso beijarmos todos os dias"

A Direção-Geral da Saúde reiterou, em conferência de imprensa ao início da tarde desta sexta-feira, que em Portugal ainda não há casos confirmados de Covid-19. Mas há, porém, "sete ou oito casos" a aguardar os resultados laboratoriais às amostras biológicas.

Até agora, detalhou a diretora-geral da Saúde, já foram "testadas mais de 30 pessoas" e todos os resultados foram "negativos". A grande maioria destas pessoas, ressalvou Graça Freitas, "veio de Milão. Recebemos vários voos diários [do país] e os casos validados são apenas a ponta do iceberg. Nas últimas 48 horas recebemos centenas de chamadas". Recordou a responsável que habitualmente chegam 20 mil passageiros de Itália e que, nesta altura, várias pessoas viajaram para o país que tem uma longa tradição carnavalesca. De salientar ainda as inúmeras feiras e convenções que se realizam em Itália nesta época

Quanto às pessoas que regressam de uma área de transmissão ativa do novo coronavírus (Covid-19), ainda não há restrições à estadia em Portugal. A diretora-geral da Saúde reforçou que, perante infeção de um paciente que pretenda regressar a território nacional, à partida a viagem já não será realizada. Já aqueles que efetivamente viajam, se estão assintomáticos, recomenda-se que "se mantenham vigilantes e atentos durante 14 dias".

Um dos principais sintomas de alarme "é a febre", por isso, recomenda-se que estas pessoas "registem diariamente a temperatura duas vezes por dia" durante este período. Em caso de sintomas, o paciente deve contactar a Saúde 24, que é a entidade responsável por fazer uma triagem. Outra linha de recomendação passa por "reforçar a higiene das mãos" com água e sabão. Desta forma, "na eventualidade de a pessoa chegar a Portugal infetada, é minimizado o risco de infeção".

Sugeriu adicionalmente a diretora-geral de Saúde a "contenção" nos "afetos". "Somos pessoas que beijam imenso, abraçam imenso. Nestas alturas devemos ter contenção. Não é preciso beijarmo-nos todos os dias, a todas as horas. Não é preciso este afeto tão português".

As recomendações da DGS são extensíveis às empresas que operam no território nacional. "É impossível ignorar que estamos em situação de epidemia [mundial] e podemos entrar numa situação de epidemia nacional. Devemos ter planos nas empresas, escolas e nos domicílios". 

Uso generalizado de máscaras não é aconselhado

Desde que o surto de Covid-19 se instalou a nível mundial, vários países aconselharam, como medida de prevenção, o uso de máscaras cirúrgicas. Em Portugal, essa medida ainda não é necessária. O uso destes dispositivos só é recomendado para "doentes e profissionais de saúde que têm contacto próximo [com os possíveis infetados]. À população em geral não é aconselhado. As medidas devem ser proporcionais ao risco". 

A diretora-geral foi confrontada com a inoperacionalidade da linha de atendimento de apoio ao médico. Graça Freitas reconheceu que "a resposta não foi ótima" e foi necessário "reforçar a linha prevendo que possam haver mais focos na Europa. Fizemos a primeira expansão da linha de apoio ao médico nas últimas 48h, estamos a fazer um terceiro reforço e temos preparado um quarto para que os médicos sejam atendidos em tempo útil". 

Têm vindo a público, nos últimos dias, casos que, ao que tudo indica, foram infetados com o coronavírus pela segunda vez na China, isto é, depois de terem tido alta clínica. Sobre esta situação, a responsável alertou para os níveis de "incerteza sobre os mecanismos" utilizados para fazer as análises. "Os primeiros testes podiam ser falsos positivos e os segundos mais fiáveis. Ainda não sabemos tudo sobre a história natural do vírus e todos os dias aprendemos coisas novas". 

Graça Freitas recusou falar do caso do segundo português infetado no Japão, que pediu "reserva de dados". A diretora-geral confirmou apenas que, dos cinco portugueses a bordo do navio Diamond Princess, apenas dois testaram positivo

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