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Rosa Grilo continua em prisão preventiva

Defesa pediu à Relação para rever medida de coação.

Rosa Grilo continua em prisão preventiva

A leitura do acórdão do processo em que Rosa Grilo e António Joaquim estão acusados do homicídio do triatleta Luís Grilo, marido da arguida, foi esta sexta-feira adiada, sem ser anunciada uma nova data. 

À saída do Tribunal de Loures, a advogada de Rosa Grilo, Tânia Reis, confirmou que a arguida continua em prisão preventiva, apesar da Defesa ter pedido á Relação para rever a medida de coação.

"[Rosa Grilo] continua sujeita à mesma medida de coação, pelo menos nada foi alterado até agora. Vamos aguardar uma decisão da Relação", disse Tânia Reis aos jornalistas.

A advogada explicou ainda que o adiamento da leitura da sentença não foi um pedido da Defesa, mas sim uma decisão tomada pelo Tribunal que "no recurso de audiência constatou que existiria uma alteração não substancial dos factos e declarou esta mesma alteração".

Quando incentivada a se pronunciar sobre o adiamento, Tânia Reis admitiu que ainda não tiveram "oportunidade de entender todo o teor da alteração que está aqui subjacente", logo, só pode saber se vai fazer requerimentos, depois de analisar, mediante a ata, "alguns factos".

A Defesa tem agora 15 dias para fazer requerimentos, o que remete a leitura do acórdão para depois desse prazo. 

Antes de terminar as suas declarações aos jornalistas, Tânia Reis salientou que ainda "muita água poderá correr" e admite que este adiamento dá esperança à sua cliente. Contudo, a advogada relembra , que a libertação de António Joaquim, ao contrário do que aconteceu com a sua constituinte, pode ser um mau sinal.

"Claro que é uma nova esperança. Aqui tudo é expectável da nossa parte, tanto uma absolvição, como uma condenação. Há é uma diminuição de uma percentagem que nós tínhamos de expetativa em relação a uma absolvição, atendendo à libertação antecipada do senhor António Joaquim, o que não também não significa que ela também não seja absolvida em primeira instância", concluiu.

Já a Defesa de António Joaquim mantém a convicção de que seja provada a inocência do seu constituinte no homicídio do triatleta Luís Grilo.

O advogado Ricardo Serrano Vieira afirmou que "não há mudança nenhuma" com esta alteração não substancial, explicando que "é normal este tipo de circunstâncias acontecerem" nos tribunais.

Por uma questão de "patrocínio" e de "cautela", Ricardo Serrano Vieira solicitou 15 dias para analisar esta alteração na acusação do MP, referindo que pode ter a ver com a arma e que "é uma questão jurídica", porque há um novo regime de armas.

Indicando que o acórdão poderia ter sido lido na mesma, "se as partes não tivessem pedido prazo para a defesa", o advogado de António Joaquim reforçou que a alteração não substancial dos factos "não vai mudar em nada", considerando que "a decisão já está tomada" e que atestará a inocência do seu constituinte.

"Não tenho dúvidas disso", frisou Ricardo Serrano Vieira, referindo-se à absolvição de António Joaquim, arguido que não quis prestar declarações aos jornalistas.

Sobre o processo, o advogado defendeu que a acusação apresenta "falhas gravíssimas".

Com uma posição semelhante, a defesa de Rosa Grilo referiu que a investigação deixou aspetos por explorar.

A leitura do acórdão do processo em que Rosa Grilo e António Joaquim estão acusados do homicídio do triatleta Luís Grilo, marido da arguida, foi hoje adiada, sem ser anunciada uma nova data, porque o tribunal de júri procedeu à "alteração não substancial" de factos constantes da acusação do MP.

Nas alegações finais, realizadas em 26 de novembro de 2019, o procurador do MP Raul Farias pediu a condenação dos arguidos a penas de prisão superiores a 20 anos, enquanto as defesas apontaram falhas à investigação da Polícia Judiciária e pediram a absolvição.

Na acusação, o MP atribui a António Joaquim, entretanto posto em liberdade, a autoria do disparo sobre Luís Grilo, na presença de Rosa Grilo, que se mantém em prisão preventiva, no momento em que o triatleta dormia no quarto de hóspedes na casa do casal, na localidade de Cachoeiras, Vila Franca de Xira (distrito de Lisboa).

O crime terá sido cometido para poderem assumir a relação amorosa e beneficiarem dos bens da vítima - 500.000 euros em indemnizações de vários seguros e outros montantes depositados em contas bancárias tituladas por Luís Grilo, além da habitação.

O despacho de acusação do MP, divulgado pela Lusa em 26 de março de 2019, conta que, em 15 de julho de 2018, os dois arguidos, de 43 anos, após trocarem 22 mensagens escritas em três minutos, "combinando os últimos detalhes relativo ao plano por ambos delineado para tirar a vida de Luís Grilo", acordaram desligar os respetivos telemóveis.

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