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Calendário inter-religioso assinala o Ano Internacional da Fitossanidade

O Ano Internacional da Fitossanidade, num ano em que Lisboa é Capital Verde Europeia, é o mote para o calendário inter-religioso "Celebração do Tempo 2020" agora lançado e que contempla as festividades e celebrações de várias religiões.

Calendário inter-religioso assinala o Ano Internacional da Fitossanidade

Editado pela Paulinas Editora e com o Alto Comissariado para as Migrações como entidade financiadora, este calendário disponibiliza informações sobre a prática de cada religião e informações histórico-culturais das celebrações de cada uma.

Hinduísmo, Judaísmo, Budismo, Cristianismo (ortodoxos gregos e russos, católicos romanos, evangélicos/protestantes e anglicanos), Islamismo, Fé Bahá'i e Tradições Chinesas são as religiões abarcadas neste calendário, que conta com uma explicação dos símbolos de cada uma, dos textos sagrados, dos principais doutrinários e sobre os seus fundadores.

"O Calendário Inter-Religioso Celebração do Tempo tem o seu enfoque temático no valor do cuidado dos bens da Natureza (...)" e no seu conteúdo "apresenta as datas celebrativas das principais religiões implantadas em Portugal (quanto ao número de seguidores e tradição histórica), assim como as datas comemorativas de cariz nacional, internacional e mundial", segundo a apresentação feita pela editora.

"Um calendário inter-religioso é um instrumento privilegiado para pensar um dos desafios mais decisivos da nossa contemporaneidade", escreve Alfredo Teixeira, diretor do Instituto de Estudos de Religião da Universidade Católica Portuguesa (IER-UCP), num texto de apresentação na publicação.

Segundo Alfredo Teixeira, "as tradições religiosas podem ser uma fonte de sabedoria, válida para a construção de consensos, que vão para além do campo religioso, acerca da vida em comum, do que percebemos como mais ameaçante ou do que não encontra voz noutros modos de agir sobre o mundo".

"Assim, as religiões, assumindo os riscos de uma palavra pública, são estimuladas a procurar uma razão comum que promova a possibilidade de tradução da sua singularidade, ultrapassando os riscos da sua própria 'exculturação'", acrescenta o diretor do IER-UCP.

Por seu turno, também num texto no início do calendário, o alto-comissário para as migrações, Pedro Calado, lembra que "no discurso político de algumas democracias ocidentais, nomeadamente europeias, é cada vez mais explícito o racismo, a xenofobia e o ódio religioso".

"Uma das preocupações do Alto Comissariado para as Migrações tem sido a defesa efetiva dos direitos humanos das pessoas migrantes em Portugal e a criação e desenvolvimento de espaços de diálogo entre pessoas de diferentes religiões e crenças, através do Diálogo Inter-Religioso", sublinha Pedro Calado, para quem, o calendário agora lançado é "uma pequena peça nesse puzzle complexo" da construção de "um Portugal intercultural e inter-religioso".

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