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Governo prolonga período crítico de incêndios

O Ministério da Agricultura prolongou o período crítico de incêndios até 10 de outubro.

Governo prolonga período crítico de incêndios

Era espectável que terminasse esta segunda-feira a época mais crítica de incêndios, sendo que se previa inclusive uma redução de meios na primeira metade do mês de outubro. Porém, o Governo decidiu prorrogar este período até dia 10 de outubro.

Em comunicado enviado às redações, o Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural dá conta que o despacho do Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, publicado hoje em Diário da República, "assinala a previsão da manutenção do risco de incêndio rural em níveis elevados". 

Esta decisão tem por base "as circunstâncias meteorológicas prováveis para os primeiros dez dias do mês de outubro, de temperaturas com valores acima do que é o padrão para a época". 

Às temperaturas altas acresce ainda  "uma baixa probabilidade de ocorrência de precipitação com uma previsão do nível de precipitação abaixo da média, com tendência para tempo seco e quente em todo o território nacional". 

Com efeito, reforça o Gabinete de Capoulas Santos, durante este período crítico é proibido: "Fumar, fazer lume ou fogueiras; fazer queimas ou queimadas; lançar foguetes e balões de mecha acesa; fumigar ou desinfestar apiários, salvo se os fumigadores estiverem equipados com dispositivos de retenção de faúlhas; fazer circular, ou utilizar, tratores, máquinas e veículos de transporte pesados que não possuam extintor, sistema de retenção de fagulhas ou faíscas e tapa chamas nos tubos de escape ou chaminés". 

Dados disponíveis na página da Internet do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) indicam que este ano, até 27 de setembro, deflagraram 10.289 incêndios rurais, que atingiram 41.006 hectares, 51% de povoamentos florestais, 38% de matos e 11% de agricultura. Em concreto, até 1 de julho tinham deflagrado 4.888 incêndios rurais que atingiram 9.705 hectares de florestas, 41% dos quais em povoamentos florestais, 43% em matos e 17% em áreas agrícolas. 

Os números são ainda categóricos ao indicar que houve um aumento para o dobro do número de incêndios e quadruplicou a área ardida. Isto porque, no ano passado, até 15 de setembro, o ICNF tinha registado 9.725 incêndios rurais, que resultaram em 38.223 hectares de área ardida.

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