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Esta é a refeição dos bombeiros em combate. Proteção Civil admite falhas

Uma sandes, uma peça de fruta e uma garrafa de água. Foi a refeição dada aos bombeiros que combatem o incêndio de Mação. Operacionais lamentam, a Proteção Civil admite "falhas temporárias".

Esta é a refeição dos bombeiros em combate. Proteção Civil admite falhas

Desde sábado que centenas de operacionais se concentram nos concelhos de Vila de Rei e Mação para combater as chamas num ataque musculado. Perante as circunstâncias, têm surgido nas redes sociais testemunhos de bombeiros que lamentam as refeições que lhes têm sido fornecidas nos teatros de operações.

Numa publicação na rede social Facebook, Fábio Manuel Pelica, elemento dos Bombeiros Municipais de Coruche, partilha a imagem do lanche que lhe fizeram chegar após uma noite de combate a incêndios, composto por uma sandes, uma peça de fruta e uma garrafa de água.

Em jeito de "desabafo", lamenta o bombeiro que deixa "a família, o conforto da casa, arrisca a vida" a defender aquilo que não lhe pertence. Mais ainda. "Sai de casa a correr sem jantar sequer", passa "a noite inteira a combater as chamas" e o que lhe dão "para comer é somente isto".

Mas este não é caso único. Outra publicação, desta vez de Fernando Risso, dá igualmente conta de uma situação idêntica. Um saco com uma sandes e uma garrafa de água podem ser vistos na imagem.

Confrontado com esta realidade em conferência de imprensa ao final da manhã, o comandante do Agrupamento Distrital do Centro Norte, Pedro Nunes, admite que "possam haver falhas temporárias porque, num teatro de operações desta complexidade, às vezes não há uma capacidade de resposta imediata. Admito que é um ponto a melhorar no futuro". Defendeu ainda o comandante que têm sido desenvolvidos esforços "para que esse não seja um problema".

Já em relação à organização da logística, de acordo com Pedro Nunes, "foi solicitada às Forças Armadas uma cozinha que está instalada na Escola Básica Integrada de Vila de Rei". É nestas instalações que é confecionada "a alimentação para os cerca de 1000 operacionais que estão no terreno. Os operacionais que estão na frente de Vila de Rei fazem as refeições na infraestrutura na escola". Já o efetivo que combate as chamas na frente dois, em Mação, recebe as refeições no local.

O Notícias ao Minuto tentou obter uma reação por parte do Ministério da Administração Interna, mas até ao momento não obteve resposta. 

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