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Solos contaminados no Parque das Nações: Grupo Martinhal desmente a ZERO

O grupo responsável pela obra, que foi alvo de pesadas críticas por parte da Zero, reagiu às notícias veiculadas e nega as "insinuações" da associação ambientalista.

Solos contaminados no Parque das Nações: Grupo Martinhal desmente a ZERO

A associação ambientalista Zero denunciou a existência de uma nova mancha de solos contaminados no Parque das Nações, em Lisboa. No entender da associação, tal facto prova que a descontaminação dos terrenos levada a cabo naquela zona foi uma “fraude”.

Em comunicado, a Zero explicou que os “resíduos com hidrocarbonetos agora em causa foram detetados na obra de escavação do empreendimento imobiliário designado por Martinhal Residences, sendo notório o cheiro devido a compostos voláteis, o que já motivou queixas de alguns moradores”.

Face a estas declarações, o Grupo Martinhal – responsável pelo empreendimento Martinhal Residences – já veio contestar as mesmas, garantindo que “levou a questão do solo contaminado no Parque das Nações muito a sério”, de tal forma que a empresa está a “seguir a 100% todos os procedimentos de descontaminação aplicáveis e, em alguns casos, até a transcender a legislação portuguesa”.

Em comunicado enviado ao Notícias ao Minuto, o Grupo Martinhal explica que designou a “Environment Transport & Planning (ETP), uma consultora especializada em contaminação do solo e águas subterrâneas em 2017 para fazer um estudo detalhado tendo em vista a descontaminação do solo e, posteriormente, desenvolver um projeto para lidar com o solo contaminado no local de obras”.

E, “ao contrário da impressão que foi dada” pelas declarações da Zero, foi feito um “estudo geoambiental completo em 2017/2018, a fim de fazer o levantamento das condições ambientais do solo”.

Nesta senda, refere a empresa, durante a aprovação do projeto de descontaminação, apresentado pelo Grupo Martinhal, várias autoridades como a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a Câmara Municipal de Lisboa (CML), a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) e a Autoridade para Condições de Trabalho (ACT) tiveram de emitir pareceres positivos antes de a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT) poder emitir o alvará final em 26 de setembro de 2018”.

Quanto às “emissões de voláteis”, a empresa admite que tem havido “algumas emissões de certas substâncias voláteis para o ar”, mas assegura que a “monitorização revela que todas as concentrações estão bem abaixo dos valores de referência - bem abaixo, não apenas dos limites legais portugueses, mas também bem abaixo dos padrões internacionais”.

Logo, não representando qualquer perigo para os moradores ou transeuntes, ou envolvente do local da escavação

Relativamente à gestão do solo contaminado, o Grupo Martinhal assevera que desde que começou a ser feita a escavação no local que todas as “análises realizadas seguiram os procedimentos pré-definidos”, o que permitiu “classificar corretamente o solo contaminado nas categorias legais de resíduos”, resíduos estes que “estão a ser recolhidos de forma segura, transportados de forma segura e entregues a empresas de gestão de resíduos legalmente autorizadas”.

Para terminar, a empresa garante que “até agora” não foi encontrada “nenhuma água subterrânea – contaminada ou não”.

“Não estamos certamente a descarregar água contaminada no Tejo, e nunca iremos fazê-lo, conforme foi insinuado pela ZERO”, remata a nota.

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