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Birmânia corta comunicações móveis na parte ocidental do país

As autoridades da Birmânia ordenaram o corte nas comunicações móveis nos estados de Rakhine e Chin, na parte ocidental do país, onde se registam combates entre o exército e grupos rebeldes.

Birmânia corta comunicações móveis na parte ocidental do país
Notícias ao Minuto

13:22 - 23/06/19 por Lusa

País Conflito

Pelo terceiro dia consecutivo, os habitantes da zona - onde as Nações Unidas já identificaram violações de direitos humanos -- estão privados de internet.

Numa decisão sem precedentes anunciada na sexta-feira, o Ministério dos Transportes e Comunicações birmanês ordenou a todos os operadores que suspendessem, por tempo indeterminado, a transmissão de dados móveis em nove zonas urbanas dos estados de Rakhine e Chin.

O Governo birmanês invocou "problemas de ordem pública" e "atividades ilegais" para justificar a decisão, segundo um comunicado da operadora Telenor Myanmar.

"Não temos internet de todo. Usamos a internet para partilhar informações", disse à agência francesa AFP Kyaw Soe Moe, chefe da aldeia de Inn Din.

"Temos de utilizar o telefone, as mensagens escritas e o fax para enviar relatórios para o quartel-general. Os combates prosseguem", confirmou um polícia da cidade de Mrauk U, que pediu anonimato.

A região de Rakhine vive, há vários meses, um agravamento dos combates entre as forças armadas birmanesas e os rebeldes do Exército de Arracão, que lutam para obter mais autonomia para a população budista.

O regime de Rangum destacou milhares de soldados para a região, onde mais de 30 mil pessoas deixaram as suas casas nos últimos meses, fugindo aos combates.

Em finais de maio, a Amnistia Internacional acusou o exército birmanês de "crimes de guerra", "execuções extrajudiciais" e "torturas" contra os rebeldes.

Ao mesmo tempo, foi da região de Rakhine que, em agosto de 2017, mais de 740 mil pessoas da minoria muçulmana rohingya fugiram do território, em direção ao Bangladesh, tendo as Nações Unidas qualificada a perseguição registada como um "genocídio".

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