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Parque Natural de S. Mamede tem áreas com "indícios de vulnerabilidade"

O Parque Natural da Serra de São Mamede (PNSSM) apresenta áreas com "indícios de vulnerabilidade" aos incêndios florestais, alertou hoje o diretor do Departamento de Conservação da Natureza e Florestas do Alentejo, Pedro Rocha.

Parque Natural de S. Mamede tem áreas com "indícios de vulnerabilidade"
Notícias ao Minuto

17:30 - 15/04/19 por Lusa

País Incêndios

"Tivemos recentemente a visita de um grupo de peritos da proteção civil europeia, que encontrou locais, dentro da área protegida, com indícios extremos de vulnerabilidade aos incêndios", afirmou.

Em declarações à agência Lusa, à margem da cerimónia comemorativa dos 30 anos de criação do PNSSM, que decorreu na Quinta dos Olhos de Água, em Marvão (Portalegre), Pedro Rocha justificou os "indícios de vulnerabilidade" com a falta de trabalhos de limpeza em determinados pontos, após os incêndios registados na área protegida em 2003.

"Em parte, isto tem a ver com o trabalho que não se fez a seguir aos incêndios de 2003. Houve áreas que praticamente foram abandonadas e tendo sido abandonadas aumentou imenso o risco de incêndio", explicou.

"Esta é uma das preocupações, óbvias, que se materializa no trabalho que temos feito com o reforço das equipas de sapadores e toda a matéria de defesa da floresta contra incêndios", acrescentou.

Pedro Rocha adiantou estar em fase de candidatura um projeto, que envolve a gestão do PNSSM, os quatro municípios inseridos na zona protegida (Portalegre, Marvão, Castelo de Vide e Arronches) e outras entidades, para a valorização dos habitats, num investimento de dois milhões de euros.

O projeto, referiu, prevê intervenções na recuperação e valorização de habitats existentes, na perspetiva de diminuir o risco de incêndio, numa área de cerca de 800 hectares.

O diretor do Departamento de Conservação da Natureza e Florestas do Alentejo sublinhou que tem sido feito um "grande trabalho" nos últimos dois anos para minimizar o risco de incêndio no parque natural, nomeadamente através da recuperação da rede viária que "não tinha sido mais intervencionada", após os incêndios de 2003.

"Houve também um trabalho com uma equipa de militares do Exército, que esteve na serra a abrir os aceiros principais e os mais perigosos, nomeadamente na área fronteiriça", acrescentou.

Pedro Rocha reconheceu, no entanto, que um incêndio com as "condições propícias" para se propagar, e com "parâmetros extremos", pode ser "incontrolável", mesmo quando é feito o trabalho "necessário" por parte do PNSSM.

"Não estou a dizer que está tudo feito, há muito para fazer ainda, mas temos vindo a trabalhar. Estamos preparados, pelo menos, para diminuir a perigosidade nalgumas áreas específicas do parque, áreas mais problemáticas, tendo em conta aquilo que foi o comportamento dos incêndios de 2003", disse.

Após 30 anos de atividade, Pedro Rocha defendeu que as relações entre o PNSSM e as populações que vivem no seu interior devem "melhorar" no futuro.

"É necessário melhorar o contacto com a população, claramente", afirmou o responsável, defendendo ainda ser preciso valorizar o parque natural para atrair visitantes.

O PNSSM, que ocupa uma área aproximada de 56 mil hectares, apresenta, além da diversidade vegetal, a presença de distintas comunidades de animais, com realce para as aves de presa, sendo a agricultura a atividade dominante.

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