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Consulado do Brasil em Portugal acusado de favorecimento em recrutamento

Organismo suspendeu por tempo indeterminado o concurso destinado a preencher as três vagas para auxiliar administrativo. Mas nega as acusações de favorecimento de que se queixam os candidatos.

Consulado do Brasil em Portugal acusado de favorecimento em recrutamento
Notícias ao Minuto

08:35 - 20/03/19 por Melissa Lopes 

País Lisboa

O consulado brasileiro em Portugal iniciou um processo de recrutamento de três auxiliares administrativos, mas o concurso público, suspenso no momento, tem sido alvo de críticas pelos candidatos que acusam o organismo de irregularidades.

Os candidatos queixam-se de, apesar de terem qualificações superiores adequadas às vagas em causa (relações internacionais e administração), não passaram à segunda fase do concurso, que no entanto contemplou currículos menos qualificados.

Para as três vagas concorreram 829 candidatos e destes apenas 48 foram aprovados para passar à fase seguinte, uma prova escrita. O caso é noticiado pelo jornal Folha que refere que há relativamente a este concurso do consulado em Lisboa acusações de favorecimento a pessoas ligadas a diplomatas.

O consulado nega as acusações de irregularidades, contudo, suspendeu por tempo indeterminado a prova escrita, que estava marcada para o dia 9 deste mês, “por razões administrativas”.

O mesmo jornal brasileiro esclarece que apesar de o edital do concurso exigir apenas o ensino secundário completo e conhecimentos básicos de informática, o mais comum é é que as vagas para auxiliar administrativo fossem preenchidas por candidatos com ensino superior e fluência em línguas, já que as funções para o cargo passam pelo contacto com o público e emissão de documentos. De resto, são essas as qualificações da maioria dos auxiliares atualmente no consulado.

Uma funcionária antiga do consulado disse ao Folha que houve uma tentativa de direcionar o processo seletivo para as pessoas que já estavam a trabalhar no consulado.

Uma das vozes críticas é a de Lúcia Wolski, formada em Relações Internacionais pela Universidade de Lisboa. Diz que reúne os pré-requisitos e que entregou a documentação exigida e mesmo assim não foi selecionada para a prova escrita. Lamenta ter perdido tempo e dinheiro.

Sheyla Lima, que também não foi selecionada, diz mesmo que o concurso é uma fraude. “Muitos qualificados não foram chamados porque esse concurso é uma fraude, já tem carta marcada para entrar nas vagas”, contestou.

Numa nota enviada ao jornal, o consulado nega as irregularidades e refere que “a afirmação dos candidatos queixosos é ofensiva e carece de fundamento”. Certo é que a contratação, anunciada em janeiro,  permanece suspensa.  

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