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Gritos e camisolas da Juventus. Assim foi recebido Marcelo no Lubango

O Presidente da República levou hoje mais de duas horas a saudar o povo do Lubango, percorrendo lentamente os quilómetros entre o aeroporto e o centro da cidade, onde foi recebido por uma multidão.

Marcelo Rebelo de Sousa chegou há momentos a Lubando, em Angola. A chegada fez-se com grande aparato, numa receção que o próprio Presidente da República disse "não esperar".

"Não esperava uma receção assim. Foram 10 Km de multidão e felizmente pude cumprimentar todos", afirmou Marcelo à chegada, revelando que vinha com a porta do carro aberta e com um "pé no estribo" para conseguir acenar às pessoas.

"Foram duas horas até chegar aqui", disse surpreendido Marcelo, referindo que pelo caminho foi ouvindo gritar o seu nome, mensagens de boas-vindas e gritos de união.

"Encontrei também muitas t-shirts da Juventus por causa do Ronaldo", disse divertido o Presidente da República, enquanto tentava furar a multidão.

No meio dessa confusão, falou, portanto, aos jornalistas, a quem relatou o seu lento percurso desde o aeroporto, com paragens sucessivas para cumprimentar a população, considerando que a forma como foi recebido no Lubango "é excecional, ultrapassou tudo".

Ali perto, estava um cartaz com a cara de João Lourenço e a seguinte 'Mensagem do Presidente' de Angola: "Os males a corrigir e não só, mas sobretudo, a combater são a corrupção, o nepotismo, a bajulação e a impunidade".

Antes de entrar na sede do Governo da Huíla, o chefe de Estado português ainda viu dançar os Kataleco, termo da língua nhaneca que significa 'Vá observar', mas Marcelo não parou para ver durante muito tempo. Também de passagem, cumprimentou uma fila de crianças com bandeiras de Portugal e de Angola que repetiam: "Seja bem-vindo, seja bem-vindo".

Com um atraso de duas horas e meia, o chefe de Estado teve um encontro com o governador da Huíla, Luís da Fonseca Nunes, empresário ligado à agropecuária - setor com potencial nesta região e que o Governo de João Lourenço tem apontado como estratégico na diversificação da economia angolana.

Depois, saiu a pé até à antiga estação de comboios e dali seguiu para dar uma palestra sobre direito na Universidade Mandume Ya Ndemufayo, o último rei dos cuanhamas, povo do sul de Angola e norte da Namíbia, que se opôs ao poder colonial português, no início do século XX.

Dirigindo-se aos alunos, Marcelo Rebelo de Sousa adaptou um excerto da canção de Zeca Afonso 'Grândola, Vila Morena' para resumir a sua chegada ao Lubango: "Em cada esquina, milhares de amigos".

Recorde-se que o ministro português da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, integra a comitiva de Marcelo Rebelo de Sousa nesta visita, juntamente com os ministros dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, e com a secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Teresa Ribeiro.

[Notícia atualizada às 14h20]

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