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"Achei graça o ministro só salientar a possibilidade de subir impostos"

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) divulgou, esta segunda-feira, as conclusões do Economic Survey – Portugal 2019.

"Achei graça o ministro só salientar a possibilidade de subir impostos"

Durante a apresentação do relatório, que ficou a cargo de Angel Gurría porque Álvaro Santos Pereira foi aconselhado a não vir a Portugal para evitar polémica sobre a sua opinião quanto à corrupção em Portugal, o secretário-geral da OCDE sublinhou que Portugal deve subir os impostos sobre o gasóleo, aumentar a tributação energética do carvão e do gás natural, apostar na promoção da utilização dos transportes públicos, entre outros.

Nesta senda, Miguel Sousa Tavares lembrou, no seu comentário de segunda-feira à noite na TVI, que Álvaro Santos Pereira foi ministro da Economia do anterior governo e, por isso, “sabe do que fala”.

“Ele foi o ministro que fez baixar as rendas da energia, que acabou com o monopólio das telecomunicações da PT, com o projeto louco do TGV em Portugal…”, começou por dizer, acrescentando ainda que Santos Pereira “enfrentou grandes interesses instalados e chegou a dizer que o que nos tinha levado à bancarrota era o compadrio, as más políticas e a conivência entre a política e os interesses privados”.

Contudo, a análise não estava totalmente correta, pois, na opinião de Sousa Tavares, o antigo ministro “centrou muito isto no PS e o PS não tem o monopólio da corrupção em Portugal”.

Aliás, sublinhou o comentador da estação de Queluz, a “corrupção não existe só no topo, basta ver o que se passa nas autarquias, nas messes militares ou na alimentação dos bombeiros".

Focando-se nas recomendações feitas pela OCDE, Sousa Tavares disse ter achado “muita graça ver o ministro da Economia a salientar só a possibilidade de subir impostos”, evitando as “coisas de fundo” como o “acabar com as reformas antecipadas”.

“Isso não fala”, acusou, considerando por fim que o relatório do organismo internacional é tão “otimista” que “deixa António Costa quase pessimista quando fala, por exemplo, nos ‘fatores de risco para a economia portuguesa que diminuíram’ e no facto de as ‘perspetivas de crescimento económico para os próximos anos serem sólidas e estáveis’”.

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