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Videovigilância cobre 74% da floresta e vai ser alargada em breve

Mais de 70% da floresta nacional está coberta por câmaras de videovigilância, estando para breve o seu alargamento a todo o país, anunciou hoje em Leiria o secretário de Estado da Proteção Civil.

Videovigilância cobre 74% da floresta e vai ser alargada em breve
Notícias ao Minuto

23:24 - 19/06/18 por Lusa

País Incêndios

"Estamos a procurar dotar todo o território nacional desses instrumentos de decisão à escala de cada comunidade intermunicipal. Temos já uma cobertura na ordem dos 74% a nível nacional. Vamos agora abrir um aviso no âmbito do programa operacional para a sustentabilidade e eficiência do uso dos recursos para contemplar as restantes seis comunidades intermunicipais, de modo a que rapidamente o país esteja coberto com esta tecnologia", afirmou o secretário de Estado José Neves, após uma visita à GNR e ao Comando Distrital de Operações de Socorro de Leiria.

O concurso vai ser aberto "imediatamente, com três milhões de euros à disposição das comunidades intermunicipais", adiantou, acreditando que o serviço possa ser instalado "em poucos meses, de maneira a que haja uma cobertura integral".

O secretário de Estado percebeu como funciona o sistema de videovigilância na Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL), que é constituída por nove câmaras, apoiadas por 17 postos de vigia.

"Vimos que a rapidez, após a deteção [de incêndios], na mobilização dos meios é fundamental para que não haja desperdício de meios e para que não haja falsos alarmes. Estas câmaras detetam aquilo que é uma simples queima ou uma queimada devidamente controlada e aquilo que pode ser um incêndio", salientou.

Por isso, o governante entende que "estas estruturas são fundamentais para apoiar todo o dispositivo operacional que está já no terreno".

Segundo explicou o responsável pelo Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente da GNR de Leiria, Pedro Teixeira, a estratégia a adotar em toda a vigilância montada no terreno passa pela "análise, referenciação de suspeitos de crimes de incêndio doloso e o historial das ocorrências do dia-a-dia".

Esta estratégia funciona em conjunto com as informações do risco de incêndio, cartas de risco e com a vigilância móvel e fixa, nomeadamente os postos de vigia, duas ferramentas que se "sobrepõem", mas também se "complementam, sobretudo, nas zonas sombra dos postos de vigia", referiu Pedro Teixeira.

O comandante territorial da GNR de Leiria, Jorge Caseiro, alertou para a necessidade de a videovigilância ter um sistema de alerta, uma vez que, neste momento, obriga a que os militares estejam 24 horas a olhar para o monitor, para detetar qualquer indício de incêndio.

"É humanamente impossível", frisou.

Nesse sentido, a CIMRL já contratualizou a colocação de sensores que serão instalados nas câmaras, para alertar o operador sempre que for detetada uma ocorrência, nomeadamente uma coluna de fumo.

José Neves visitou ainda o Centro Municipal de Operações de Socorro de Leiria, onde constatou a ligação que existe entre este comando e todos os corpos de bombeiros voluntários do concelho.

Nesta sala é possível fazer a gestão de todos os meios existentes e direcionar de imediato para o local a equipa que estiver mais próxima e que esteja mais habilitada à gravidade e tipo da ocorrência, explicou o comandante Artur Figueiredo.

Durante a manhã, o secretário de Estado marcou presença em Oliveira do Hospital, no distrito de Coimbra, numa ação solidária promovida por uma empresa do ramo alimentar, na qual foram entregues a vítimas dos incêndios de 15 de outubro 6.200 árvores de fruto (número de funcionários da empresa) e 39 motocultivadores (número de franquiados).

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