Erradicar pobreza extrema será "osso duro de roer"

Cumprir com o objetivo de erradicar a pobreza extrema na China, até 2020, será um "osso duro de roer", admitiu hoje o Governo chinês, num relatório sobre a situação dos Direitos Humanos no país.

© Reuters
Mundo China

"Um número grande de pessoas que acabou de sair da pobreza poderá voltar a cair nela, como resultado de desastres naturais, doença ou problemas relacionados à educação, casamento e habitação", refere o Livro Branco difundido pelo Departamento de Informação do Conselho de Estado chinês, com o título "Progresso da China na Redução da Pobreza e Direitos Humanos"

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No final de 2015, havia 55,75 milhões de chineses a viver abaixo da linha de pobreza, fixada pelo país num rendimento anual inferior a 2.300 yuan (309 euros).

Já 700 milhões saíram da pobreza nos últimos 30 anos, indica o mesmo documento.

Pequim quer erradicar a pobreza extrema, até 2020, mas aquele documento refere ainda a "fraca capacidade de desenvolvimento" de muitos dos chineses que vivem na pobreza.

De acordo com as Nações Unidas, a percentagem de população chinesa a viver em pobreza extrema caiu de 61% em 1990 para 4,2% em 2014.

Nas primeiras três décadas da Política de Reforma Económica e Abertura ao Exterior, iniciada em 1979, o Produto Interno Bruto (PIB) chinês cresceu, em média, quase 10% ao ano.

País mais populoso do mundo, com cerca de 1.375 milhões de habitantes, a China é também a segunda maior economia do planeta, a seguir aos Estados Unidos da América.

Ao contrário dos governos e da opinião pública dos países mais ricos, que tendem a enfatizar a importância da liberdade política individual, as autoridades chinesas defendem "o direito ao desenvolvimento" como "o mais importante dos direitos humanos".

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