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'Ministro' do Interior catalão não espera que polícia feche urnas

O 'ministro' regional catalão do Interior mostrou-se hoje convicto de que não se verão imagens, no domingo, de agentes da polícia regional, os Mossos d'Esquadra, a fechar locais de voto, explicando que o dispositivo previsto será "o normal".

'Ministro' do Interior catalão não espera que polícia feche urnas

Ramon Espadaler, que falava à rádio catalã Catalunya Radio, considerou que os efetivos da polícia regional farão sempre o que digam "juízes, tribunais e procuradores", não atuando, por isso, quer sob ordens suas, quer do ministro do Interior espanhol.

Os comentários surgem depois de crescentes debates, dentro e fora da Catalunha, sobre se haverá ou não qualquer instrução dada pelas autoridades espanholas para o fecho de locais de votação no domingo.

Essa possibilidade tem causado alguma tensão dentro do próprio corpo dos Mossos d'Esquadra, com vários representantes sindicais a pedirem já clarificações de mandato ao Governo regional.

A tensão evidenciou-se na quarta-feira, por exemplo, quando se começaram a distribuir pelas redes sociais imagens de uma coluna de 15 veículos militares a circular na A2, à entrada de Barcelona.

Perante tantas partilhas, o exército espanhol foi obrigado a clarificar que se tratou de uma deslocação "de rotina" de uma coluna, procedente de Saragoça, que levava material diverso para o quartel de Bruc de Barcelona.

A questão do dispositivo de segurança que será utilizado no dia 9 de novembro tem sido um dos debates das últimas semanas, paralelamente a incertezas sobre se o Governo espanhol dará ou não instruções às forças de segurança, para que atuem, por exemplo, para fechar locais de voto.

Essa decisão poderia ser tomada utilizando quer a Guarda Civil quer a Polícia Nacional, que estão sob comando nacional, quer a polícia regional catalã, os Mossos d'Esquadra que, apesar de estarem sob comando regional, podem ser requisitados sob ordens nacionais.

Essa opção já foi adotada em maio, quando se fecharam urnas instaladas num 'referendo' convocado por várias organizações civis na Catalunha, coincidindo com as eleições europeias de maio último.

"Este é um cenário extremo que não se produzirá", disse Espadaler, explicando ter sido também informado pelo Governo espanhol, através da Secretaria de Segurança do Estado, que não enviou agentes da Polícia Nacional para a Catalunha.

"Não faremos nada para que os (Mossos d'Esquadra) não cumpram com a sua responsabilidade que, em última instância, será de cada agente", sublinhou, explicando que no domingo estarão destacados em toda a Catalunha 2.236 efetivos dos Mossos d'Esquadra e 4.756 como reforço.

Espadaler garantiu que o Governo regional "não permitirá que nenhum agente se sinta só e desamparado", insistindo que "a cadeia de comando funcionará, como sempre, com normalidade".

"Se o Governo central quiser seguir a tese (do ministro do Interior) Fernández Díaz, tem instrumentos que são os de dar instruções através da Procuradoria-Geral do Estado", disse, recordando, porém, que isso ainda não ocorreu.

Jorge Fernández Díaz, ministro do Interior, disse esta semana à rádio Onda Cero, de que a polícia catalã, que tem a competência da ordem pública, fará cumprir a lei, o que inclui impedir a realização da consulta por parte do Governo regional.

"A lei significa que essa convocatória não pode ser promovida pela Generalitat da Catalunha. Isso não pode ser protegido pelos Mossos e, se alguém quiser fazer isso, os Mossos, para fazer cumprir a lei, têm que o impedir", afirmou.

Fernández Díaz rejeita "jogos florais" para tentar separar "a lei espanhola da lei catalã" porque "a lei é a lei".

O ministro do Interior, disse, porém, que "até que se demonstre o contrário" tem que acreditar que o presidente catalão, Artur Mas, "não vai desobedecer nem ignorar o mandado reiterado e claro" do Tribunal Constitucional, que suspende todas as ações relacionadas com a consulta.

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