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G7 prometem apoiar Kyiv "durante o tempo que for necessário"

Os líderes das sete economias mais fortes do mundo, reunidos em cimeira na Itália, prometeram hoje apoiar a Ucrânia "durante o tempo que for necessário" na guerra contra a Rússia, segundo o projeto de declaração final consultado pela AFP.

G7 prometem apoiar Kyiv "durante o tempo que for necessário"
Notícias ao Minuto

13:00 - 14/06/24 por Lusa

Mundo Ucrânia

Segundo a agência noticiosa France-Presse (AFP), na declaração, o G7 reafirma os "esforços coletivos para desarmar e drenar o financiamento do complexo militar-industrial russo".

"Estamos unidos para apoiar a luta da Ucrânia pela liberdade e pela reconstrução durante o tempo que for necessário", afirmam os chefes de Estado e de Governo, que receberam na quinta-feira o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e lhe prometeram 50 mil milhões de dólares (cerca de 46.000 mil milhões de euros) provenientes dos ativos russos congelados.

O acordo para o empréstimo, a financiar com juros gerados pelos ativos do banco central russo congelados na União Europeia (UE) e que chegará a Kyiv antes do final deste ano, foi aprovado quinta-feira, em Apúlia, na região de Bari, sudeste de Itália.

O acordo foi alcançado pelos negociadores dos países do bloco -- conhecidos como 'sherpas' --, tendo agora de ser aprovado formalmente por cada um dos líderes, segundo fonte ligada ao G7, que adiantou que não se espera que o acordo seja bloqueado por qualquer um dos membros.

A reunião do G7, organização que integra Estados Unidos, França, Alemanha, Japão, Canadá, Reino Unido e Itália, contou ainda com a presença do Papa Francisco e de chefes de Estado ou de Governo de Brasil, Argélia, Índia, Quénia, Tunísia e Turquia e também de Zelensky.

Hoje, e segundo o projeto de declaração final da reunião, o G7 apelou também à China para que deixe de fornecer componentes de armamento à Rússia. 

"Apelamos à China para que deixe de transferir [...] componentes de armas e equipamentos que abastecem o sector da defesa russo", afirma-se no projeto de declaração.

Quinta-feira, Zelensky indicou que o homólogo chinês, Xi Jinping, lhe garantiu que Pequim não venderá armas à Rússia, um reconhecido aliado chinês.

"Tive uma conversa telefónica com o dirigente da China, que me disse que não venderia armas à Rússia. Veremos. Deu-me a sua palavra", afirmou Zelensky, à margem da cimeira do G7, que decorre em Itália.

O projeto de declaração final da cimeira do G7 não inclui qualquer referência direta ao direito ao aborto, após a oposição da presidência italiana do grupo, segundo o documento consultado hoje pela AFP.

Os Estados Unidos, a França e a União Europeia (UE), em particular, queriam manter a redação da declaração do G7 em Hiroshima, de 2023, que garantia "o acesso ao aborto seguro e legal e aos cuidados pós-aborto". 

No entanto, abandonaram esta proposta devido à falta de acordo com a chefe do governo italiano, a ultraconservadora Giorgia Meloni, cujo país detém a presidência rotativa do G7.

Leia Também: Cessar-fogo? Sim, se Kyiv abdicar da NATO e dos territórios ocupados

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