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NATO quer "continuar guerra". Kremlin fala em "consequências inevitáveis"

Rússia deixa aviso aos países da NATO.

NATO quer "continuar guerra". Kremlin fala em "consequências inevitáveis"
Notícias ao Minuto

15:46 - 30/05/24 por Notícias ao Minuto com Lusa

Mundo Guerra na Ucrânia

O Kremlin alertou, esta quinta-feira, os membros da NATO que pretendem "continuar a guerra" com a Rússia para "consequências inevitáveis". 

Segundo a agência estatal russa TASS, o porta-voz da presidênca russa, Dmitry Peskov, acusou os membros da NATO, em especial os Estados Unidos, de se encaminharem para "uma nova ronda de tensões", com a intenção de "continuar a guerra" com Moscovo, no sentido "literal e figurado". 

"Isto terá, naturalmente, consequências inevitáveis. Em última análise, será muito prejudicial para os interesses dos países que optaram pela via da escalada", disse Peskov.

“Os países membros da Aliança do Atlântico Norte, os Estados Unidos em particular, outras capitais europeias nos últimos dias e semanas estavam a aproximar-se de uma nova ronda de escalada de tensões. Estão a fazer isto de propósito", acusou.

Referindo que Moscovo "ouve muitas declarações belicosas", o porta-voz do Kremlin acusou ainda os países da Aliança Atlântica de "provocarem" Kyiv para continuar o conflito. 

"Isto não passa de uma política de provocação de um novo nível de tensões. Apercebemo-nos de que esta tendência negativa na sua abordagem persiste, infelizmente. Eles provocam a Ucrânia de todas as formas possíveis para continuar esta guerra sem sentido", atirou.

Recorde-se que os ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO reúnem-se hoje e sexta-feira de maneira informal em Praga para preparar a cimeira de julho, com a discussão a ser dominada pelas limitações impostas ao uso de armamento ocidental pela Ucrânia.

O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel, participa na reunião, assim como o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken.

O caráter informal do encontro impossibilita quaisquer decisões e a reunião tem como enfoque preparar a cimeira da NATO de julho, em Washington.

Na última semana, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, fez um apelo para que o país possa utilizar armamento disponibilizado pelo Ocidente para atingir posições militares no território russo.

A questão está longe de ser consensual e há vários países do bloco político-militar que querem continuar a limitar a utilização do armamento ocidental à defesa ucraniana no seu próprio território.

Ataques ao território russo com armamento fornecido pelo Ocidente poderiam ser interpretados pelo Kremlin como um envolvimento direto no conflito e levar a uma escalada.

Leia Também: Kyiv reivindica novo ataque com 'drones' navais na Crimeia

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