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Autoridades francesas estão a investigar distúrbios na Nova Caledónia

O procurador francês na Nova Caledónia declarou que as autoridades abriram uma investigação sobre os distúrbios que deixaram sete mortos e destruição no departamento francês localizado no Pacífico, noticiou hoje a imprensa internacional.

Autoridades francesas estão a investigar distúrbios na Nova Caledónia
Notícias ao Minuto

12:48 - 29/05/24 por Lusa

Mundo Nova Caledónia

"Estamos interessados naqueles que manipularam, que lideraram o planeamento e cometeram esses abusos na Nova Caledónia", disse o procurador Yves Dupas na terça-feira à noite em entrevista à rádio France Info.

Dupas, citado hoje pela agência de notícias Associated Press (AP), afirmou que estão interessados em descobrir todos os envolvidos, independentemente "do seu nível de comprometimento ou responsabilidade" nos distúrbios, sejam esses "os seus realizadores ou os seus patrocinadores".

O procurador sublinhou que as autoridades estão a investigar acusações de associação criminosa, atos criminosos e outras infrações.

As autoridades também estão a investigar os suspeitos de violência contra civis apanhados nos distúrbios, disse Dupas. O procurador disse que vários polícias da Nova Caledónia estão sob custódia.

Sete pessoas morreram em tiroteios, incluíam quatro membros da comunidade indígena Kanak e dois polícias, sublinhou Dupas. Um dos polícias foi morto quando uma arma disparou acidentalmente, segundo o Ministério do Interior francês.

O procurador afirmou não saber se algum dos mortos nos distúrbios está relacionado ao ex-jogador de futebol francês Christian Karembeu, que disse na segunda-feira estar "de luto" porque dois membros da sua família foram mortos a tiro durante a onda de violência na Nova Caledónia.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, decidiu na segunda-feira levantar o estado de emergência decretado na semana passada no arquipélago para ajudar a facilitar o diálogo entre as autoridades francesas e os partidos locais, com o objetivo de restaurar a paz e discutir o futuro da Nova Caledónia.

Os partidos pró-independência e os líderes Kanak apelaram a Macron para retirar a lei de reforma eleitoral se a França quiser "acabar com a crise".

A reforma aprovada pela Assembleia Nacional em Paris alargaria o eleitorado para as eleições provinciais a todos os naturais de Nova Caledónia e residentes há pelo menos 10 anos.

Os apoiantes da independência consideram que o alargamento pode "marginalizar ainda mais o povo indígena kanak", que constitui 41% da população e que há muito pressionam para se libertarem do domínio francês. Os opositores da reforma eleitoral temem que a legislação beneficie os políticos pró-França na Nova Caledónia.

A Nova Caledónia -- que possui uma população de 270.000 habitantes - tornou-se francesa em 1853 com o imperador Napoleão III, sobrinho e herdeiro de Napoleão. Tornou-se um departamento ultramarino após a II Guerra Mundial e a cidadania francesa foi concedida a todos os Kanak em 1957.

Leia Também: Líder pró-independência apela à continuação da mobilização na Nova Caledónia

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