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Detidas 33 pessoas no Paquistão após ataque por alegada blasfémia

A polícia paquistanesa deteve hoje 33 islamitas no leste do Paquistão, acusados de atacar um bairro cristão devido à alegada queima pelos habitantes de páginas do Corão no passado fim de semana.

Detidas 33 pessoas no Paquistão após ataque por alegada blasfémia
Notícias ao Minuto

15:53 - 27/05/24 por Lusa

Mundo Paquistão

"A polícia deteve até agora 33 pessoas que estão a ser investigadas", depois de no sábado uma turba enfurecida ter atacado duas casas cristãs no bairro de Mujahid, na cidade de Sargodha, província de Punjab, disse Muhammed Abid, porta-voz da polícia local, citado pela agência de notícias espanhola EFE.

Cerca de dez pessoas de duas famílias encontravam-se nas duas casas quando o grupo de islamitas por elas irrompeu, atacando-as violentamente, expulsando-as e tentando incendiar as habitações.

O proprietário de uma das casas, Nazir Masih, e o filho, cujo nome não foi revelado foram transportados para o hospital para tratar ferimentos de "tortura" perpetrados pela turba de islamitas.

O porta-voz da polícia indicou também que foram registadas duas queixas separadas na sequência do ataque, uma por alegada blasfémia e outra por violência.

Uma das denúncias, a de blasfémia, foi registada contra Nazir "por profanação do Corão e queima do mesmo", revelou o oficial.

O crime de blasfémia foi estabelecido na lei na época colonial britânica e agravado pelo ditador Mohamed Zia-ul-Haq na década de 1980, sendo punido com a pena de morte no Paquistão, embora nunca ninguém tenha sido por tal executado.

Em agosto de 2023, milhares de pessoas atearam fogo a igrejas e casas de cristãos na cidade de Jaranwala, na província de Punjab, depois de os residentes locais terem acusado um jovem pertencente à minoria cristã de cometer blasfémia.

Antes disso, em dezembro de 2021, um grupo executou e depois incendiou o cadáver de um cidadão do Sri Lanka na cidade de Sialkot, no nordeste do Paquistão, por alegada blasfémia.

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