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Borrell insiste em posição comum na UE sobre Palestina

O alto representante da União Europeia (UE) para os Negócios Estrangeiros disse hoje que "tomou nota" da decisão de Espanha e da Irlanda de reconhecerem o Estado da Palestina, mas insistiu numa posição comum a 27.

Borrell insiste em posição comum na UE sobre Palestina
Notícias ao Minuto

19:09 - 22/05/24 por Lusa

Mundo Médio Oriente

"Tomo nota do anúncio de dois Estados-membros - Espanha e Irlanda - e pela Noruega de reconhecerem o Estado da Palestina. No quadro da política externa e de segurança comum, vou trabalhar sem descansar com todos os Estados-membros para promover uma posição comum na UE baseada na solução dos dois Estados", escreveu Josep Borrell na rede social X (antigo Twitter). 

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, anunciou hoje que o país vai reconhecer o Estado da Palestina em 28 de maio, próxima terça-feira.

Dublin e Oslo anunciaram que também vão fazê-lo no decurso da próxima semana. Israel repudiou a decisão e convocou os embaixadores dos três países. 

Fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros disse hoje à Lusa que Portugal mantém a vontade de reconhecer a Palestina como Estado, mas está a tentar obter o maior consenso possível entre os membros da União Europeia (UE).

"É só uma questão de momento", avançou a mesma fonte, lembrando que Portugal tem uma posição de mediador na UE para esta questão, estando, por isso, "em consultas com vários Estados para alcançar o maior consenso e trazer o maior número de países para a solução" de dois Estados: Israel e Palestina.

O ministério sublinhou ainda que a posição do Governo já foi avançada várias vezes pelo chefe da diplomacia portuguesa, Paulo Rangel, e segue a linha do executivo anterior.

Numa entrevista dada ao jornal espanhol El Pais no dia 12, Paulo Rangel avançou que o Governo português não ia juntar-se agora a Espanha para reconhecer a soberania do Estado da Palestina, explicando estar à espera "do momento mais oportuno para dar esse passo".

Leia Também: Palestina espera que reconhecimento do seu Estado gere novos "apoios"

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