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Auditoria indica que UNRWA tem mecanismos para garantir "neutralidade"

Uma auditoria independente à Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinianos (UNRWA) concluiu, numa primeira análise, que a organização dispõe de "um número significativo de mecanismos e procedimentos" para garantir a sua "neutralidade", indicou hoje a ONU.

Auditoria indica que UNRWA tem mecanismos para garantir "neutralidade"
Notícias ao Minuto

18:30 - 20/03/24 por Lusa

Mundo UNRWA

No início do mês passado, o secretário-geral da ONU, António Guterres, anunciou a nomeação de um grupo de auditoria independente, liderado pela ex-ministra francesa Catherine Colonna, para avaliar a "neutralidade" da UNRWA.

O grupo foi criado na sequência das alegações das autoridades israelitas, que acusam a agência de parcialidade e do envolvimento de alguns dos seus funcionários no ataque sem precedentes do grupo islamita palestiniano Hamas contra Israel, a 07 de outubro de 2023.

O gabinete de António Guterres confirmou que o grupo de revisão apresentará oficialmente o seu relatório intercalar ao secretário-geral ainda hoje, após os investigadores já terem apresentado conclusões e recomendações na terça-feira.

O grupo "constatou que a UNRWA tem em vigor um número significativo de mecanismos e procedimentos para garantir o cumprimento do Princípio Humanitário de neutralidade", disse o gabinete de Guterres em comunicado.

No entanto, os investigadores externos identificaram "áreas críticas que ainda precisam de ser abordadas", com o grupo a ser responsável agora por desenvolver "recomendações concretas e realistas sobre como abordar estas áreas críticas para fortalecer e melhorar a UNRWA".

As Nações Unidas não avançaram com detalhes sobre as constatações dos investigadores.

O grupo apresentará o seu relatório final no dia 20 de abril, assegurando estar também "a fazer tudo o que está ao seu alcance para garantir a neutralidade e responder às alegações de violações graves quando estas são cometidas".

Além de ser liderado por Catherine Colonna, ex-ministra dos Negócios Estrangeiros de França, o grupo de trabalho conta ainda com a colaboração de três organizações: o Instituto Raoul Wallenberg na Suécia, o Chr. Instituto Michelsen na Noruega e o Instituto Dinamarquês para os Direitos Humanos.

Esta revisão respondeu a um pedido feito pelo comissário-geral da UNRWA, Philippe Lazzarini, no início deste ano.

Face às suspeitas de envolvimento de alguns funcionários da UNRWA nos ataques de 07 de outubro do Hamas, vários países, incluindo os principais doadores, suspenderam o envio de fundos para a agência. Contudo, nos últimos dias, alguns financiadores retomaram esse apoio.

A UNRWA é considerada a "espinha dorsal" da ajuda humanitária em Gaza, onde cerca de 32.000 pessoas, na sua maioria civis, foram mortas nas operações militares de retaliação israelitas, segundo o Ministério da Saúde do Hamas.

Leia Também: Israel. Manifestantes pedem fim da UNRWA por "cumplicidade com Hamas"

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