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Putin admite preocupação com pobreza que atinge 13 milhões de pessoas

O presidente russo, no poder há mais de 20 anos, admitiu hoje que a pobreza afeta 13 milhões de pessoas na Rússia e que os baixos rendimentos são um dos problemas mais graves do país.

Putin admite preocupação com pobreza que atinge 13 milhões de pessoas
Notícias ao Minuto

11:55 - 29/02/24 por Lusa

Mundo Rússia

No discurso anual sobre o estado da nação perante as duas câmaras do parlamento em Moscovo, Vladimir Putin disse que a pobreza afeta 9% da população, em especial as famílias com muitos filhos.

Trinta por cento das famílias numerosas sofrem de pobreza, segundo Putin, que se vai candidatar a um quinto mandato nas eleições presidenciais de março, com vitória praticamente assegurada dada a ausência de opositores.

Putin afirmou que a luta contra a pobreza na Rússia, um país com mais de 140 milhões de habitantes, é uma das suas prioridades.

"Precisamos de trabalhar constantemente para melhorar a qualidade de vida das famílias com filhos e para apoiar a taxa de natalidade. Para isso, vamos lançar um novo projeto nacional, que se chamará 'Família'", afirmou.

O chefe do Kremlin (presidência) propôs aos legisladores que o programa de apoio hipotecário às famílias numerosas seja prolongado até 2030.

"Atualmente, com o nascimento de um terceiro filho, o Estado reembolsa parte do empréstimo hipotecário da família, 450.000 rublos [4.500 euros, ao câmbio atual]. Proponho também que esta regra seja alargada até 2030", afirmou.

Putin anunciou que este ano serão afetados 50 mil milhões de rublos (507 milhões de euros) para o apoio hipotecário.

"Há dinheiro para isso", assegurou, citado pela agência espanhola EFE.

O líder russo disse que o salário mínimo no país deverá duplicar até 2030, atingindo o equivalente a cerca de 360 euros.

Putin voltou a elogiar os "valores tradicionais" da família oficialmente defendidos pelo Kremlin, afirmando que a Rússia é um dos seus bastiões.

"Uma família com muitos filhos deve tornar-se a norma", afirmou, numa altura em que a Rússia enfrenta graves problemas demográficos, agravados pelo ataque à Ucrânia e pela partida para o estrangeiro de centenas de milhares de pessoas.

O presidente russo e candidato à reeleição prometeu que nos próximos seis anos serão destinados mais de um bilião de rublos (cerca de 10 mil milhões de euros) ao sistema de saúde do país.

Os meios de comunicação social russos noticiaram que o discurso de Putin foi transmitido não só na televisão, mas também gratuitamente nos cinemas de 20 cidades da Rússia.

O discurso de hoje ocorre na véspera do funeral previsto em Moscovo para o principal opositor de Putin, o ativista anticorrupção Alexei Navalny, que morreu na prisão em 16 de fevereiro em circunstâncias obscuras.

Vladimir Putin, que nunca mencionou o nome de Navalny em público, ainda não comentou a morte do ativista de 47 anos, que chocou os países ocidentais.

Leia Também: Mensagem de Putin conterá programa eleitoral para presidenciais de março

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