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Arranca reunião do G20 para resolver conflitos internacionais

Os chefes da diplomacia das 20 maiores economias do mundo reúnem-se hoje na cidade brasileira do Rio de Janeiro num primeiro dia focado na resolução dos conflitos israelo-palestinianos e da invasão da Rússia à Ucrânia.

Arranca reunião do G20 para resolver conflitos internacionais
Notícias ao Minuto

07:34 - 21/02/24 por Lusa

Mundo G20

O Brasil, que assumiu a presidência do G20 a 01 de dezembro de 2023, vai ser o anfitrião de uma cimeira de dois dias que vai albergar no mesmo espaço os máximos responsáveis diplomáticos das 20 maiores economias do mundo, como o secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, o chanceler russo, Sergei Lavrov, mas também o Alto Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e e Vice-Presidente da Comissão Europeia, Josep Borrell, os responsáveis da União Africana, autoridades dos países convidados da presidência brasileira, como o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, João Gomes Cravinho, e representantes de doze organizações internacionais.

O secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Zacarias da Costa, marcará presença a convite do Brasil, assim como Angola, que se fará representar pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, disse à Lusa fonte da diplomacia angolana.

O dia hoje está reservado para as discussões sobre a atual situação mundial, incluindo as guerras na Ucrânia e em Gaza, explicou o secretário de Assuntos Económicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores e Sherpa do G20 do Brasil, embaixador Maurício Lirio, na terça-feira.

O mesmo diplomata garantiu que as polémicas declarações do Presidente do Brasil sobre o Estado de Israel não vão contaminar as reuniões dos chefes da diplomacia do G20.

Israel considerou Lula da Silva 'persona non grata' depois do chefe de Estado brasileiro ter comparado, no fim de semana, as ações israelitas em Gaza ao Holocausto cometido pelos nazis contra os judeus.

A acrescentar, com a presença de Sergei Lavrov e Josep Borrell o tema da invasão da Ucrânia por parte da Rússia ganha uma forte dimensão na cimeira.

A isto acrescenta-se o facto de que, Lula da Silva, contrariando os líderes ocidentais que se apressaram a acusar o Kremlin, depois da morte, na semana passada, do opositor russo Alexei Navalny, não teceu qualquer nota de pesar e, no domingo, em Adis Abeba, afirmou que "se a morte está sob suspeita, você tem que primeiro fazer uma investigação para saber do que o cidadão morreu".

O lado português foi incisivo na resposta à morte de Alexei Navalny e na terça-feira convocou o embaixador russo em Lisboa, Mikhail Kamynin, para prestar esclarecimentos.

Sobre o papel de Portugal nas reuniões do G20, João Gomes Cravinho, em entrevista à Lusa, destacou o papel de Portugal como "ponte entre continentes", sublinhando também a "parceria muito natural" com os países africanos.

"O facto de termos sido convidados para o participar no G20 este ano resulta não apenas da nossa amizade fraterna com o Brasil, mas também porque somos vistos - pelo próprio Brasil, mas por outros - como um país que faz a ponte entre continentes, um país que, sendo pequeno em termos territoriais e populacionais, é um país com uma política externa com relevância global e com capacidade de pensamento global", afirmou João Gomes Cravinho em entrevista à agência Lusa.

Portugal estará presente em mais de 100 reuniões dos grupos de trabalho, em nível técnico e ministerial, em cinco regiões brasileiras, culminando com a Cimeira de chefes de Estado e de Governo, que será realizada no Rio de Janeiro, em 18 e 19 de novembro.

As prioridades da presidência brasileira para o mandato são o combate à fome, à pobreza e à desigualdade, o desenvolvimento sustentável e a reforma da governança global, nomeadamente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, algo que tem vindo a ser defendido por Lula da Silva desde que tomou posse como Presidente do Brasil, denunciando o défice de representatividade e legitimidade das principais organizações internacionais.

Leia Também: Brasil fala em défice de governança mundial para resolver conflitos

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