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"Perda de tempo". Reunião sobre Ucrânia no Senado dos EUA acaba em gritos

Os senadores descreveram a reunião de tensa e que pouco contribuiu para quebrar o impasse do Senado sobre a inclusão de políticas de imigração mais rigorosas no pacote de ajuda.

"Perda de tempo". Reunião sobre Ucrânia no Senado dos EUA acaba em gritos
Notícias ao Minuto

16:39 - 06/12/23 por Notícias ao Minuto

Mundo EUA

Uma reunião à porta fechada sobre a Ucrânia, no Senado norte-americano, na terça-feira, terminou em confronto de gritos durante a discussão sobre a segurança interna das fronteiras.

Ao que noticia a CNN Internacional, os senadores descreveram a reunião de tensa e que pouco contribuiu para quebrar o impasse do Senado sobre a inclusão de políticas de imigração mais rigorosas no pacote de ajuda.

O líder da maioria no Senado, Chuck Schumer, descreveu o momento, afirmando que a luta sobre as fronteiras começou quando o líder da minoria, Mitch McConnell, pediu ao senador republicano James Lankford, de Oklahoma, para fazer uma apresentação sobre a questão em vez de fazer uma pergunta sobre a Ucrânia.

"Foi imediatamente desviado pelo líder McConnell. Na primeira pergunta, em vez de a fazer aos nossos membros do painel, pediu a Lankford que fizesse uma apresentação de cinco minutos sobre as negociações relativas à fronteira", disse Schumer. "Depois, quando mencionei o facto de poderem apresentar uma emenda e ter a capacidade de fazer alguma coisa em relação à fronteira, eles ficaram bloqueados... não gostaram", deu conta.

Segundo Schumer "um deles até foi desrespeitoso e começou a gritar com um dos generais, desafiando-o a explicar por que razão não iam à fronteira".

Uma fonte presente na sala revelou ainda que o senador republicano do Arkansas, Tom Cotton, estava a gritar.

Pressionado se estava entre os que gritavam, Cotton explicou ainda: "Não deixei que Chuck Schumer se safasse com a mentira de que os republicanos 'injetaram' a segurança fronteiriça num debate sobre a lei suplementar e foi Joe Biden que (...) nos enviou a lei suplementar com disposições fronteiriças'".

"Ele teve a infelicidade de espalhar essas mentiras logo após alguém me ter dado um microfone", explicou Cotton sobre Schumer.

Cotton também disse que os informadores "se recusaram a responder a quaisquer perguntas sobre a crise na fronteira ou o que pode ser feito para resolver essa crise, embora o briefing tenha sido rotulado pelo escritório de Chuck Schumer como um 'briefing' sobre o suplemento"

Um porta-voz de Cotton disse que o senador dirigiu a sua raiva a Schumer - e não a um general presente ou a um informador da administração Biden.

Também o senador republicano Lindsey Graham, da Carolina do Sul, contou que houve tensão no início porque "ninguém falou sobre a fronteira". "No caso de não ter televisão... saberia que a maioria dos republicanos sente que precisamos de tratar da fronteira quebrada", salientou.

Os senadores republicanos consideraram o 'briefing' como uma perda de tempo, argumentando que os informadores não estavam a passar informação que não fosse já conhecida ou disponível publicamente. Alguns republicanos chegaram mesmo a sair mais cedo. "Levantaram-se e foram-se embora porque isto é uma perda de tempo. Disseram simplesmente: 'Isto não vale a pena, isto é uma piada, não estão a falar a sério, vou-me embora'. E eu não os culpo", destacou o senador Kevin Cramer, republicano da Dakota do Norte.

"Foi mais dramático porque temos um partido político inteiro que parece (...) disposto a deitar o apoio à Ucrânia e a Israel pelo cano abaixo porque preferem ter uma fronteira aberta a apoiar a Ucrânia e Israel", acrescentou ainda.

A reunião aconteceu numa altura em que os senadores republicanos advertiram que estão preparados para votar contra o avanço de um pacote suplementar de segurança nacional de mais de 100 mil milhões de dólares (cerca de 93 mil milhões de euros), a menos que inclua grandes mudanças na política de fronteiras, lançando dúvidas sobre se a ajuda será aprovada este ano.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, que deveria participar na reunião por videochamada, cancelou inesperadamente a sua intervenção prevista. "Zelensky não pode comparecer no nosso briefing às 15h00 [20h00 em Lisboa], algo aconteceu de última hora", adiantou o líder democrata do Senado, Chuck Schumer, sem fornecer mais detalhes.

Leia Também: Zelensky cancela inesperadamente discurso perante Congresso dos EUA

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