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Alemanha. Eleições na Baviera e Hesse medem pulso ao extremismo

A Alemanha é palco, no próximo domingo, de duas eleições regionais nos estados da Baviera e do Hesse que servirão para 'medir o pulso' à tendência de subida da extrema-direita e poderão representar mais um revés para o SPD do chanceler Olaf Scholz.

Alemanha. Eleições na Baviera e Hesse medem pulso ao extremismo
Notícias ao Minuto

10:12 - 04/10/23 por Lusa

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Tanto a Baviera, o maior dos 16 estados federados do país, como o Hesse são desde há muito 'bastiões' da CSU e CDU, os dois partidos 'gémeos' conservadores, que, de acordo com todas as sondagens, voltarão a vencer, mas necessitando de parceiros de coligação para governar, como já sucedeu nos últimos cinco anos em ambos os casos.

Uma das principais expectativas reside nos resultados do partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha, que entrou em ambos os parlamentos regionais nas anteriores eleições, em 2018, e que, de acordo com as mais recentes sondagens, é atualmente a segunda força política a nível nacional nas intenções de voto, embora esteja mais implementado no Leste do país.

Eis alguns pontos essenciais sobre cada uma das eleições:

BAVIERA

O maior e mais populoso dos 16 estados federais da Alemanha, a Baviera conta com cerca de 13 milhões de habitantes (9 milhões de eleitores) e a capital é Munique. Os cidadãos são chamados às urnas para eleger os 180 membros daquele que será o 19º parlamento da Baviera (são necessários 91 deputados para assegurar a maioria parlamentar).

O atual governo, saído das anteriores eleições de 2018, é uma coligação entre a União Social-Cristã (CSU) e o partido populista Eleitores Livres (FW, na sigla em alemão, para «Freie Wähler»), liderada pelo ministro-presidente da Baviera, Markus Söder. O 'número dois' do governo é o líder do FW, Hubert Aiwanger.

A CSU governa a Baviera de forma consecutiva há mais de 60 anos, o que faz deste partido -- também muito influente a nível nacional, dada a sua aliança com a CDU no 'Bundestag', o parlamento federal - um dos mais bem-sucedidos da cena política global. Desde o início da década de 1950, no pós-II Guerra Mundial, a CSU ganhou sempre as eleições regionais na Baviera, e apenas por duas ocasiões sem a maioria absoluta, a última das quais nas anteriores eleições, em 2018, quando obteve o pior resultado desde 1950, ao quedar-se pelos 37,2% (menos 10 pontos que nas eleições anteriores, em 2013), tendo de se coligar com o FW.

O partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD), criado em 2013, concorreu pela primeira vez às eleições regionais na Baviera em 2018, sendo a quarta força política mais votada, com 10,2% dos votos, elegendo 22 deputados, tantos quantos os socialistas do SPD, que se quedaram pelo quinto posto com 9,7% dos votos, uma queda brutal face às anteriores eleições, em 2013 (20,6% dos votos, a segunda força política).

As mais recentes sondagens apontam para uma vitória da CSU com uma votação ligeiramente inferior à de 2018 (36,5%) e para uma subida do FW (para os 15,7%), o que permitira aos dois partidos 'repetir' a atual coligação. Os Verdes deverão recuar para baixo dos 15%, enquanto o AfD (13,7%) deve aumentar a diferença para o SPD, que poderá quedar-se pelos 9%.

HESSE

O estado do Hesse, no centro da Alemanha, é o quinto mais populoso do país, com mais de 6 milhões de habitantes (cerca de 3 milhões de eleitores), e a capital é Wiesbaden, mas a cidade mais importante é Frankfurt, o centro financeiro da Alemanha. Os cidadãos são chamados às urnas para eleger os 110 deputados do 21º parlamento do estado do Hesse.

O governo em funções, resultantes das eleições de há cinco anos, é uma coligação entre a União Democrata-Cristã e Os Verdes, liderada pelo ministro-presidente Boris Rhein, da CDU, sendo o 'número dois', e ministro da Economia do Hesse, é Tarek Al-Wazir, dos Verdes. Os dois partidos já governaram coligados após as eleições de 2013.

Sem a hegemonia da sua 'irmã' CSU na Baviera, a CDU só chegou ao poder em Hesse em 1987, pondo fim a 40 anos de governação do SPD, mas, desde então, a União Democrata-Cristã tem dominado, ainda que muitas vezes necessitando de um parceiro de coligação. Desde 1950, o SPD esteve no governo de Hesse durante 45 anos, a CDU durante 28 anos, e o Partido Democrático Liberal (FDP) foi parceiro de coligação durante 21 anos, tanto da CDU (em oito ocasiões), como do SPD (13 vezes).

O AfD conseguiu representação no parlamento regional de Hesse pela primeira vez nas anteriores eleições, em 2018, ao obter 13,1% dos votos (elegendo 19 deputados), enquanto o SPD registou o seu pior resultado de sempre neste estado (19,8%).

As mais recentes sondagens apontam para um triunfo da CDU com mais de 30% dos votos (mais três pontos do que em 2018), estando os lugares seguintes em aberto, pois os Verdes deverão recuar (de 19,8% para valores em torno dos 17,5%), o SPD também deverá cair (para cerca de 16,5%) e o AfD surge com 16,1% das intenções de voto.

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