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Ex-presidente da Zâmbia acusado de... "'jogging' político"

A polícia afirma que o antigo presidente, que governou durante cinco anos, tem de avisar antes de fazer atividades que considera políticas.

Ex-presidente da Zâmbia acusado de... "'jogging' político"
Notícias ao Minuto

22:44 - 25/09/23 por Notícias ao Minuto

Mundo Zâmbia

Um antigo presidente da Zâmbia foi avisado pela polícia do país - que considerou que sua rotina de corrida pode ser classificada como "ativismo político", algo para o qual é necessária autorização.

O aviso surgiu depois de Edgar Lungu, o antigo presidente do país que cumpriu um mandato inteiro entre 2016 e 2021, ter começado a correr e a fazer 'jogging', uma vez que o seu exercício físico tem sido muitas vezes acompanhado por vários apoiantes, que o seguem. 

A polícia argumenta que as atividades políticas e ajuntamentos consideráveis têm de ser aprovados antecipadamente por questões de "segurança".

"Notamos com preocupação o ajuntamento ilegal e ativismo político conduzido pela Frente Patriótica quando o antigo presidente levou a cabo a sua rotina matinal de 'jogging'. Os ajuntamentos públicos têm de ser notificados à polícia", disse o porta-voz das autoridades, Rae Hamoonga, à agência France-Presse.

Lungu e o seu advogado alegam, contudo, que a posição da polícia cria insegurança e é uma ferramenta de opressão política. "Isto é uma receita para anarquia e a polícia devia parar de ouvir os políticos", disse Zulu.

Ao contrário de muitos dos seus vizinhos, a Zâmbia tem conseguido estabilizar a sua vida política depois de séculos de colonialismo e opressão racista. Aliás, é um país reconhecido pela sua estabilidade política, rodeado por outros países mais instáveis, como a República Democrática do Congo.

A Zâmbia é também um dos países africanos cuja economia mais cresceu, especialmente devido à exploração de cobre, mas os investimentos internacionais, especialmente pela China, continuam a não chegar aos bolsos da população.

Zulu governou o país entre 2016 e 2021, mas uma crise no preço do cobre e a pandemia da Covid-19, além da dependência externa no investimento chinês, encaminharam o país para uma grave crise económica.

Hakainde Hichilema conquistou o poder nas eleições em 2021 depois de, em 2017, ter sido preso numa ação que a BBC considera como uma tentativa de Lungu silenciar o seu rival.

Quando Hichilema ganhou as eleições, Lungu cedeu o poder numa tomada de posse pacífica e solene.

Leia Também: Antiga primeira-dama da Zâmbia detida por suspeita de furto

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