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Condenado a prisão perpétua pelo papel na morte do presidente do Haiti

Rodolphe Jaar é o primeiro condenado no caso do esquema para matar Jovenel Moïse. Há ainda dezenas de pessoas detidas que estiveram alegadamente envolvidas no ataque.

Condenado a prisão perpétua pelo papel na morte do presidente do Haiti
Notícias ao Minuto

23:50 - 02/06/23 por Notícias ao Minuto

Mundo Haiti

O empresário que ajudou mercenários colombianos a matar o presidente do Haiti, em 2021, foi esta sexta-feira condenado a prisão perpétua em Miami, no estado norte-americano da Florida, pelo seu papel em ajudar com a obtenção das armas.

O homem, Rodolphe Jaar, de nacionalidade haitiana e chilena, é a primeira pessoa a ser formalmente acusada e condenada pelo assassinato de Jovenel Moïse, o antigo presidente do pequeno país em graves dificuldades económicas e de segurança.

As autoridades norte-americanas consideram que Jaar, de 41 anos, fazia parte de um esquema organizado no Haiti e na Flórida, que procurou matar Moïse para obter lucros com contratos com a nova administração do país.

Há mais dez arguidos à espera de julgamento nos Estados Unidos no âmbito deste caso.

Rodolphe Jaar já foi um informador dos Estados Unidos e já tinha sido condenado por tráfico de drogas há cerca de 10 anos. Em março, confessou a culpa e participação na conspiração, além de ter providenciado material para o assassinato, nomeadamente as armas. O empresário admitiu ainda que vários combatentes sul-americanos ficaram na sua residência enquanto o ataque era planeado.

A sentença surgiu esta manhã, no tribunal da Flórida. Segundo conta a ABC News, o juiz José E. Martínez declarou a sentença máxima, apesar de Jaar ter admitido a culpa e mostrar-se disponível para cooperar com os investigadores para ver a sua pena reduzida. O homem tinha sido detido em janeiro de 2022, quando chegou ais Estados Unidos após extradição a partir da República Dominicana.

Jovenel Moïse foi morto em julho de 2021, na sua casa privada em Port-au-Prince, no Haiti.

Do lado haitiano, foram detidas mais de 40 pessoas pelo alegado papel no assassinato do antigo presidente, incluindo 18 antigos soldados colombianos.

Leia Também: ONU alerta que Haiti está "à beira do abismo" e pede apoio imediato

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