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Lavrov tem de "avaliar a duração de um ano da 'guerra de três dias'"

Para Mykhailo Podolyak, conselheiro de Zelensky, o ministro dos Negócios Estrangeiros russos "tem de deixar de promover negociações nos seus próprios termos".

Lavrov tem de "avaliar a duração de um ano da 'guerra de três dias'"

O conselheiro presidencial ucraniano Mykhailo Podolyak afirmou, esta quinta-feira, que o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergey Lavrov, “tem de avaliar” as “novas realidades no terreno das hostilidades”, além da “duração de um ano da ‘guerra de três dias’”.

Numa nota, publicada na rede social Twitter, o conselheiro do presidente Volodymyr Zelensky disse ainda que o governante “tem de deixar de promover negociações nos seus próprios termos”.

E ditou os “termos claros” da Ucrânia: “retirar tropas do território estrangeiro, restaurar a fronteira de 1991, iniciar ‘negociações sérias’”.

As declarações de Podolyak surgem após um encontro de Lavrov com o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, à margem do encontro de chefes de diplomacia do G20, em Nova Deli.

Na reunião, Blinken exortou Lavrov a “pôr fim a esta guerra de agressão” e a se “empenhar numa diplomacia significativa que possa produzir uma paz justa e duradoura”. 

Também hoje o ministro russo revelou que não haverá uma declaração conjunta no final da reunião ministerial do G20 e rejeitou os pedidos de retirada das forças russas da Ucrânia, que constam do documento. 

“Infelizmente não foi possível aprovar a declaração conjunta dos ministros do G20, os nossos colegas ocidentais, tal como há um ano durante a presidência indonésia, tentaram (...) com mentiras e declarações retóricas, trazer a situação da Ucrânia para o primeiro plano”, declarou.

O conflito entre a Ucrânia e a Rússia começou com o objetivo, segundo Vladimir Putin, de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia. A operação foi condenada pela generalidade da comunidade internacional.

A ONU confirmou que mais de oito mil civis morreram e cerca de 12 mil ficaram feridos na guerra, sublinhando que os números reais serão muito superiores e só poderão ser conhecidos quando houver acesso a zonas cercadas ou sob intensos combates.

Leia Também: Ucrânia. EUA exigem à Rússia que coloque um fim à "guerra de agressão"

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