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Kyiv diz ter descoberto vala comum com 60 corpos em Lyman

As autoridades ucranianas denunciaram, esta sexta-feira, a descoberta de uma vala comum com 60 corpos em Lyman, que assim se junta a outras localidades, como Bucha, onde Kiev disse ter detetado valas com vítimas civis após a retirada russa.

Kyiv diz ter descoberto vala comum com 60 corpos em Lyman

O ministro do Interior ucraniano, Denis Monastirski, indicou que as autoridades ucranianas identificaram 30 dos mortos, assinalando que as investigações prosseguem.

Monastirski referiu, citado pela agência noticiosa ucraniana Ukrinform, que quase metade dos edifícios da cidade no leste da Ucrânia, que foi recentemente recuperada pelas forças ucranianas, sofreu graves danos, com cerca de dez por cento das habitações totalmente destruídas.

Lyman, que contava com cerca de 20.000 habitantes em 2020, também ficou privada de eletricidade e aquecimento, sendo necessários trabalhos de reparação, para além de operações de desminagem da região.

No domingo, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou que Lyman -- situada na região de Donetsk e porta de entrada da vizinha Lugansk, no leste do país e ambas sob controlo das forças separatistas russófonas e do exército russo --, estava "completamente libertada".

A cidade era utilizada pelo exército russo como um centro logístico, e, segundo estimativas ucranianas, permaneciam cercados no passado sábado cerca de 5.000 soldados russos.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas -- mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,5 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa -- justificada pelo presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

Leia Também: Zelensky acusa Rússia de ser o "Estado mais antieuropeu do mundo"

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