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"Defendam liberdade agora para não lutarem pelo direito a viver"

O chefe de Estado da Ucrânia avisou as minorias que estão a ser mobilizadas para a guerra que "agora" era a hora de lutar.

"Defendam liberdade agora para não lutarem pelo direito a viver"
Notícias ao Minuto

23:59 - 29/09/22 por Notícias ao Minuto

Mundo Ucrânia/Rússia

O presidente da Ucrânia dirigiu-se, esta quinta-feira, aos milhares de homens que estão a ser mobilizados no Caucasus, Sibéria e regiões indígenas da Rússia. "Dagestan não tem que morrer numa abominável e vergonhosa guerra da Rússia", escreveu Volodymyr Zelensky numa mensagem partilhada no Telegram, sublinhando que se dirigia a todas as pessoas viviam "sob a bandeira russa".

"Quase 200 povos diferentes. Sabem quem vos envia para a guerra na Ucrânia. Os que vos enviam para lá querem fazer de vocês a 'Carga 200' [termo militar que se refere ao carregamento de corpos dos soldados mortos durante a guerra do Afeganistão e enviados à ex-União Soviética]", referiu.

"Tenho a certeza de que sabem que é preciso lutar agora", continuou o presidente, explicando que sabe - assim como outros responsáveis - que estes povos estão a resistir à mobilização, tal como tem sido denunciado nas redes sociais. "Defendam a vossa liberdade agora nas ruas e praças, para que mais tarde não tenham que lutar nas montanhas e e florestas pelo vosso direito a viver", notou.

Milhares de homens têm vindo a ser mobilizados para a guerra na Ucrânia nas regiões mais pobres e onde existem minorias étnicas.

A mobilização de cerca de 300 mil homens está a ser apontado como um sinal de fraqueza do Kremlin, já que foi está a chamar pessoas que não se estão a voluntariar para entrar na guerra. No dia em que a mobilização foi anunciada, os voos para fora da Rússia esgotaram e as fronteiras começaram a encher-se de pessoas, levando a um êxodo em várias partes da Rússia. De acordo com as publicações internacionais, há vários relatos de que quem tenta chegar a algumas destas fronteiras é levado diretamente para os postos militares, e enviados para a guerra.

Já esta semana, uma investigação do New York Times revela as chamadas que os soldados que passaram pelo campo de batalha durante estes sete meses de guerra fizeram. Muitos deles dizem ter sido enganados, tipo pouco treino e reconhecem que a Rússia não vai ganhar a guerra. Para esta mobilização, Vladimir Putin proibiu levar telemóveis, alegando o Kremlin que isto era por razões de segurança - por forma a que eventuais publicações dos soldados não identificassem as suas localizações.

Tanto os Estados Unidos como a Itália já avisaram os cidadãos para abandonarem o país e a Finlândia vai fechar, a partir desta sexta-feira, as fronteiras.

Leia Também: Ucrânia. Novas sanções da UE à Federação Russa incluem o ideólogo Dugin

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