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"Pé foi amputado. A partir de 24 de fevereiro, isso tornou-se vantagem"

Yevhenii Monastyrskyi, jovem ucraniano a viver nos Estados Unidos, conta episódios pelos quais os seu pai, ainda em Lugansk, na Ucrânia, está a viver.

"Pé foi amputado. A partir de 24 de fevereiro, isso tornou-se vantagem"
Notícias ao Minuto

11:16 - 28/09/22 por Notícias ao Minuto

Mundo Guerra na Ucrânia

A história é contada por Yevhenii Monastyrskyi. O ucraniano, que atualmente vive nos Estados Unidos, revelou, numa publicação no Twitter, o que sucedeu ao pai, atualmente em Lugansk, uma das regiões onde os russos levaram a cabo "referendos" de anexação.

"O meu pai está em Lugansk. Ele não quis sair mais cedo e, após 24 de fevereiro [data em que a Rússia invadiu a Ucrânia], era tarde demais", começa por indicar Monastyrskyi.

"Como consequência de sofrer de diabetes tipo 2, parte do seu pé teve de ser amputado. Contudo, após 24 de fevereiro, isso tornou-se na sua vantagem - os russos não o podem mobilizar", acrescenta o jovem ucraniano. 

Na mesma rede social, Yevhenii Monastyrskyi conta outro 'episódio'. Numa publicação datada de 27 de setembro, explica que "ontem, bandidos armados e colaboradores locais tentaram forçá-lo [ao pai de Yevhenii] a participar no 'referendo'".

"Ele apenas foi capaz de o evitar devido à sua deficiência. Os vizinhos disseram aos russos que o meu pai tem muita dificuldade em caminhar, por isso ele não poderia abrir a porta", termina.

De recordar que as autoridades pró-Rússia em quatro regiões ucranianas reivindicaram, na terça-feira, uma vitória do 'sim' à anexação pela Rússia. De acordo com autoridades eleitorais instaladas pela Rússia, 93,11% dos cidadãos de Zaporijia [Zaporizhzhia] votaram a favor da anexação à Rússia, após a contagem de 100% dos boletins de voto.

Na região de Kherson, a administração de Moscovo informou que 87,05% dos eleitores votaram a favor do 'sim' à anexação, tendo sido também contados todos os votos.

Em 2014, a Rússia já tinha usado o resultado de um referendo realizado sob ocupação militar para legitimar a anexação da península ucraniana da Crimeia, no Mar Negro.

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