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Rússia poderá "forçar mobilização de ucranianos" com anexação

O Instituto para o Estudo da Guerra (ISW, na sigla em inglês) admitiu hoje que a Rússia poderá anexar regiões da Ucrânia que controla já no fim desta semana, para forçar o recrutamento militar dos residentes ucranianos.

Rússia poderá "forçar mobilização de ucranianos" com anexação
Notícias ao Minuto

10:42 - 27/09/22 por Lusa

Mundo Instituto para o Estudo da Guerra

Segundo o ISW, o ciclo normal de recrutamento militar na Rússia inicia-se em 01 de outubro (sábado), e a rápida integração de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia poderá forçar os ucranianos ali residentes a lutar pelas forças russas.

"Se o fizer, o Kremlin [Presidência] ordenará provavelmente ao Ministério da Defesa russo que inclua civis ucranianos no território ucraniano ocupado e recentemente anexado no ciclo de recrutamento russo", disse o ISW na sua avaliação diária sobre a guerra na Ucrânia.

Desta forma, o regime russo alargará "a mobilização forçada de civis ucranianos para lutar contra a Ucrânia", disse o instituto com sede nos Estados Unidos.

As autoridades de Moscovo têm indicado que o processo de integração será rápido e o Presidente russo, Vladimir Putin, poderá falar ao país na sexta-feira, segundo fontes ocidentais.

As autoridades pró-russas de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia organizaram consultas populares sobre a integração na Rússia, que se iniciaram na sexta-feira passada e terminam hoje.

A responsável eleitoral da administração pró-russa de Kherson, Marina Zakharova, admitiu que os resultados da consulta começarão a ser divulgados ainda hoje, noticiou a agência oficial TASS.

Zakharova disse também que Kherson registou uma taxa de participação de 63,5% nos primeiros quatro dias de votação.

A Ucrânia e a comunidade internacional não reconhecem a validade dos referendos.

Em 2014, a Rússia usou o resultado de um referendo realizado sob ocupação militar para legitimar a anexação da península ucraniana da Crimeia, no Mar Negro.

Putin anunciou, na semana passada, a mobilização de 350.000 reservistas, no que foi interpretado como uma resposta à contraofensiva que a Ucrânia lançou recentemente, depois de ter recebido novo armamento ocidental.

O ISW recordou que funcionários russos admitiram, nos últimos dias, a mobilização de ucranianos para lutar contra as forças da Ucrânia.

"O governador de ocupação russo de Sevastopol, Mikhail Razvozhaev, nomeado pelo governo russo, afirmou em 25 de setembro [domingo] que as autoridades russas mobilizaram cerca de 2.000 homens na Crimeia ocupada e em Sevastopol como parte da mobilização parcial de Putin", disse o instituto.

Nos últimos dias, ainda segundo o ISW, surgiram notícias sobre a proibição da saída de Kherson de homens com menos de 35 anos, a formação de um batalhão de 3.000 voluntários até 10 de outubro em Melitopol e ordens de mobilização em Lugansk.

Desconhece-se o número de baixas civis e militares na guerra na Ucrânia, que a Rússia iniciou em 24 de fevereiro deste ano, mas diversas fontes têm admitido que será da ordem das dezenas de milhares.

A ONU confirmou a morte de cerca de 6.000 civis, mas tem alertado que o balanço será consideravelmente superior.

Leia Também: AO MINUTO: Terminam hoje os referendos; Anexação pode ser anunciada sexta

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