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PR chileno insta negociação com partidos para redigir nova Constituição

O Presidente do Chile reuniu-se hoje com os presidentes da Câmara de Deputados e do Senado, após rejeitado em referendo no domingo o projeto de Constituição recém-elaborado, instando-os a negociar um "caminho institucional" para o processo constituinte.

PR chileno insta negociação com partidos para redigir nova Constituição
Notícias ao Minuto

20:26 - 05/09/22 por Lusa

Mundo Chile

Gabriel Boric vai "convocar todos os partidos com assento parlamentar e também atores da sociedade civil para ouvir os seus pontos de vista", explicou o presidente do Senado, o socialista Álvaro Elizalde.

"Pediu-nos que, no Congresso Nacional, se desenvolva um diálogo que permita criar um caminho institucional para avançar no processo constituinte", acrescentou.

Assim, Elizalde indicou que ele e o presidente da Câmara de Deputados, Raúl Soto, convocarão esta semana todos os partidos com representação parlamentar.

"E também ouviremos outros movimentos sociais e representantes da sociedade civil, com o objetivo de promover um diálogo que nos permita, com a brevidade possível, transmitir uma certeza ao Chile: um caminho institucional para cumprir o compromisso de avançar para uma Constituição que seja um fator de unidade entre todas as chilenas e chilenos", frisou.

"Esperamos avançar com celeridade neste processo, escutando as diferentes perspetivas e propostas", disse ainda o presidente da câmara alta do parlamento chileno.

O objetivo é um diálogo inclusivo que envolva diferentes visões "para orientar o processo constituinte", prosseguiu, acrescentando: "Esperamos chegar a um acordo o mais brevemente possível para transmitir aos cidadãos uma certeza sobre qual será o itinerário institucional para continuar a avançar no processo constituinte".

Elizalde emitiu estas declarações cerca de uma hora após uma reunião com Boric e Soto no Palácio de La Moneda, sede da Presidência da República chilena.

O encontro com Soto e Elizalde foi anunciado pelo próprio Boric na sua intervenção de domingo à noite, quando se tornou evidente a vitória no referendo do 'Não', já prevista pelas sondagens, ao texto proposto pela Convenção Constituinte, rejeitado por 61,86% dos eleitores, segundo dados oficiais do Serviço Eleitoral Chileno (Servel).

Cerca de 78% dos cidadãos chilenos consideram necessária uma nova Constituição, de acordo com uma sondagem hoje divulgada, um dia depois da clara rejeição expressa pelos chilenos nas urnas ao projeto constitucional elaborado pela Convenção após um ano de trabalho.

Segundo o estudo de opinião da Ipsos, quatro em cada cinco pessoas inquiridas consideram que a Constituição deve ser alterada independentemente de o projeto ter sido rejeitado, e só cerca de 13% pensam que a lei fundamental redigida em 1980, durante a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), e parcialmente revista em 2005, durante o mandato presidencial de Ricardo Lagos (2000-2006), deve manter-se sem alterações.

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