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Sobe para 21 o número de mortos no bombardeamento russo em Kharkiv

Pelo menos 21 pessoas morreram e outras 40 ficaram feridas na sequência dos bombardeamentos russos na região de Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, segundo o mais recente balanço divulgado, esta sexta-feira, pelas autoridades ucranianas.

Sobe para 21 o número de mortos no bombardeamento russo em Kharkiv
Notícias ao Minuto

20:53 - 19/08/22 por Lusa

Mundo Kharkiv

O porta-voz da procuradoria regional de Kharkiv, Dimitro Chubenko, explicou que se confirmou a descoberta de mais quinze corpos nos escombros de um edifício residencial no distrito de Saltivski.

Na quarta-feira à noite, um míssil russo atingiu um prédio residencial de três andares no distrito de Saltiv, na cidade de Chuhuiv.

Já na madrugada de quinta-feira, registaram-se ataques com 'rockets' nos distritos de Slobid, Kholodnohirski e Saltivski.

A cidade de Krasnograd também foi alvo dos mísseis russos na quinta-feira de manhã, onde dez edifícios residenciais foram danificados, sendo que 20 das mortes confirmadas ocorreram nesta localidade.

Esta última ofensiva de Moscovo na região de Kharkiv é uma manobra para tentar travar as ações do Exército ucraniano em outras frentes, segundo apontou o Ministério da Defesa britânico no seu último relatório de inteligência.

"As forças russas controlam a região de Kharkiv com relativa facilidade, mas continuam a realizar incursões e ataques locais contra as forças ucranianas. Provavelmente estão a tentar forçar a Ucrânia a manter forças significativas nessa frente para impedir que contra-ataquem em outros locais", salientou a Defesa britânica.

Apesar da linha da frente nesta região pouco ter mudado desde maio, Kharkiv tem sido uma das cidades mais bombardeadas desde o início da invasão russa da Ucrânia.

Para os britânicos, Moscovo mantém os ataques porque a região está "dentro do alcance de qualquer tipo de artilharia russa".

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 12 milhões de pessoas de suas casas -- mais de seis milhões de deslocados internos e mais de seis milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Também segundo as Nações Unidas, cerca de 16 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que está a responder com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções que atingem praticamente todos os setores, da banca à energia e ao desporto.

A ONU confirmou que 5.514 civis morreram e 7.698 ficaram feridos na guerra, que esta sexta-feira entrou no seu 176.º dia, sublinhando que os números reais serão muito superiores e só poderão ser conhecidos quando houver acesso a zonas cercadas ou sob intensos combates.

Leia Também: Ucrânia. Sinais de sentido contrário no regresso de Guterres

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