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ONG acusam México de ignorar proteção ambiental no projeto Tren Maya

Organizações não-governamentais (ONG) de proteção do meio ambiente criticaram as autoridades mexicanas por terem retomado a construção de um troço do comboio turístico Tren Maya, apesar de uma ordem judicial de suspensão.

ONG acusam México de ignorar proteção ambiental no projeto Tren Maya
Notícias ao Minuto

06:18 - 12/08/22 por Lusa

Mundo Turismo

O Ministério do Meio Ambiente e Recursos Naturais realizou na quinta-feira uma reunião de informação sobre o estudo de impacto ambiental para a secção que liga as zonas turísticas da Playa del Carmen e Tulum.

O coordenador de Gestão Ambiental do Instituto Nacional de Ecologia (Inecol) mexicano, Alexandro Medina, garantiu que o projeto não vai gerar impactos irreversíveis e que respeita a Lei Geral de Equilíbrio Ecológico e Proteção Ambiental em vigor no país.

Uma afirmação criticada por várias organizações de defesa do meio ambiente presentes na reunião, na estância balnear de Cancún, sobre o Tren Maya, um projeto emblemático do Presidente Andrés López Obrador.

"Porque é que a obra começou sem uma resolução ou mudança no uso do solo?", perguntou Araceli Domínguez, do Grupo Ecologista Mayab, lembrando que os terrenos onde irá passar o comboio turístico estão ainda designados como florestais.

Um investigador do Inecol, Rafael Villegas Patraca, limitou-se a dizer que, quando o instituto elaborou o estudo de impacto ambiental, "os trabalhos ainda não haviam começado", tendo-se recusado por cinco vezes a responder as questões sobre a desflorestação já a decorrer.

A construção do troço do Tren Maya foi atrasada devido a alterações ao percurso e à descoberta de vestígios arqueológicos, de poços subterrâneos de água doce e de rios subaquáticos.

No final de maio, um juiz suspendeu o projeto de 1.500 quilómetros após vários recursos de ONG, que acusaram a ligação de violar normas ambientais. O governo interpôs recurso contra a suspensão.

Os trabalhos foram retomados em 13 de julho, depois do Governo ter classificado em novembro os grandes projetos de infraestruturas públicas como questões de "segurança nacional".

Rafael Villegas Patraca sublinhou que a polémica em torno da ordem judicial não era o objeto da consulta pública e defendeu ainda que o Tren Maya não irá ter impacto nos recifes do Golfo do México.

A adjudicação do primeiro lote desta infraestrutura ferroviária foi concessionada ao conglomerado português Mota-Engil, em parceria com a China Communications Construction, num contrato de cerca de 636 milhões de euros, segundo um comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) em abril de 2020.

"A Mota-Engil S.G.P.S., S.A. informa sobre a adjudicação à Mota-Engil México, numa parceria, liderada pela Mota-Engil com 58%, com a China Communications Construction Company, de um contrato para a construção do primeiro lote da nova infraestrutura ferroviária", lia-se na nota.

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