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Na China, as mulheres recebem vantagens por filho... menos as solteiras

Desastre demográfico causado pela política de um único filho levou a que Pequim mudasse a estratégia e agora dá vantagens às que tenham filhos.

Na China, as mulheres recebem vantagens por filho... menos as solteiras
Notícias ao Minuto

22:12 - 06/07/22 por Notícias ao Minuto

Mundo Direitos das mulheres

Durante anos, entre 1979 e 2015, a regra na China era de ter apenas um único filho por casal. E tal foi cumprido devido às duras consequências para quem não o fizesse. Por exemplo, o aborto forçado e as esterilizações faziam parte das medidas para que as metas populacionais fossem cumpridas. 

Em 2021, Pequim decidiu mudar de estratégia após o desastre demográfico que esta política provocou e anunciou que o limite de filhos por casal passaria a ser três.

As mulheres recebem por isso vantagens por cada filho que têm, mas o governo continua a querer decidir quem pode ter ou não crianças e nem todas as mães têm as mesmas vantagens. 

Apenas as mulheres casadas têm acesso a apólices de seguro ou planeamento familiar. Têm sido ainda aliviados impostos, concedidos créditos habitacionais, vantagens académicas e até incentivos financeiros para encorajar as mulheres a terem filhos extra.

O casamento é, no entanto, pré-requisito para se obterem estas vantagens, segundo dá conta o jornal New York Times. 

Quem nasça fora do matrimónio, enfrenta uma batalha para conseguir vantagens sociais, como cobertura de seguro médico e escolaridade. As grávidas que estejam solteiras veem frequentemente negada a entrada no serviço público de saúde e seguro que cubra a maternidade.

Além disto, as mulheres solteiras não estão legalmente protegidas se os empregadores as criticarem por estarem grávidas.

Refira-se que estas políticas enquadram-se no contexto de direitos das mulheres atualmente debatidos após o Supremo Tribunal dos Estados Unidos da América ter revertido a Roe v. Wade, dando assim liberdade aos estados para banirem o aborto e retirando assim a possibilidade de uma interrupção de gravidez segura e legal. 

Leia Também: Mississipi recusa-se a suspender temporariamente lei que impede o aborto

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